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Os desenvolvedores do Terra (LUNA), projeto cripto que colapsou em maio deste ano, lançaram uma nova proposta no início desta semana para tentar reviver a rede cripto.
Chamada de “Terra Expedition”, a proposta é uma versão revisada dos programas de mineração e de alinhamento dos desenvolvedores, que foram estabelecidos quando a rede Terra começou. Para que a ideia seja colocada em prática, a maioria dos detentores de tokens LUNA deve ser votar a favor.
O novo programa seria financiado com 9,5% do fornecimento total de tokens LUNA da nova blockchain do projeto, a Terra 2.0, que foi lançada no início deste ano após a rede original e suas criptos nativas colapsarem.
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O programa terá duração de quatro anos e será administrado por um comitê eleito pela comunidade. A ideia é que o plano seja avaliado a cada 12 meses.
A proposta visa alinhar melhor os incentivos em toda a rede e atrair desenvolvedores, bem como obter novos usuários e ampliar a liquidez.
“O Terra Expedition é um programa de quatro anos que visa gerar o crescimento do ecossistema do Terra por meio de uma série de iniciativas com três objetivos principais: incentivar os desenvolvedores a construir no Terra, aprofundar a liquidez e integrar usuários”, diz a proposta.
Incentivos
Conforme a proposta, 20 milhões de tokens LUNA serão destinados a um programa de concessões para desenvolvedores. Eles serão pagos após auditorias bem-sucedida e lançamentos de projeto na rede principal. Alguns exemplos de iniciativas que podem ser contempladas são exchanges descentralizadas, protocolos de empréstimo, emissores de stablecoin e protocolos de derivativos.
Os projetos também serão elegíveis a receber até US$ 40 mil em reembolsos por suas auditorias de smart contracts (contratos inteligentes). A segurança cripto continua sendo um ponto sensível no mundo das blockchains – este mês de outubro foi o que registrou mais casos de hacks e explorações na história das criptomoedas.
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Outros 20 milhões de tokens LUNA seriam lançados para recompensar os desenvolvedores focados na blockchain Terra. Qualquer projeto considerado “essencial” se qualificaria. Os tokens estão programados para serem distribuídos a cada trimestre, afirmou a proposta.
Um esquema de incentivo de mineração de liquidez de 50 milhões de tokens LUNA, que seriam distribuídos ao longo de quatro anos, também foi proposto. Esses fundos seriam usados para financiar a liquidez inicial de exchanges descentralizadas, stablecoins, pontes (soluções que ligam redes) e outros protocolos semelhantes construídos no Terra.
Os desenvolvedores também propuseram conceder cinco milhões de LUNA aos usuários para incentivá-los a usar pontes e aplicativos descentralizados e cunhar tokens não fungíveis (NFTs) na plataforma.
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Os aplicativos relacionados ao Terra perderam US$ 28 bilhões em valor após a implosão do projeto e seus tokens LUNA e UST em maio. No momento da redação deste texto, os apps na rede tinham apenas US$ 40 milhões em valor bloqueado, distribuídos em sete protocolos.