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Em relatório, o Bradesco BBI elevou sua convicção positiva sobre a Tenda (TEND3) para 2026, reformando recomendação equivalente à compra com preço-alvo de R$ 40, um avanço em relação aos R$ 37 anteriores (e um potencial de valorização de 57% em relação ao fechamento da véspera).
Para os analistas, o lucro por ação (LPA) ancorado e a recuperação sustentada contrastam com a volatilidade das ações persistentemente alta, mantendo a TEND3 presa em um profundo desconto de avaliação. O múltiplo de preço sobre lucro da ação é de 5,3 vezes, ante 8 a 9 vezes de Cury (CURY3) e Direcional (DIRR3).
O BBI vê que o ruído relacionado à Alea – divisão de casas pré-fabricadas que conta com projeções negativas para 2026 – gera volatilidade desproporcional apesar do baixo impacto nos lucros (cerca de 14% do lucro por ação em 2026), agravado por ajustes dos ruídos e uma base de acionistas fortemente baseada em fundos multimercados.
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“Os dividendos são o principal catalisador para reduzir a volatilidade e desbloquear uma reclassificação, com a melhora na geração de caixa em 2026 abrindo caminho para que a Tenda se torne uma história de dividendos no final de 2026 ou início de 2027 (ao redor de 7% de rendimento dos dividendos e de 13% de rendimento de FCF)”, aponta. O banco espera que esse caminho fique mais claro ainda este ano
Neste sentido, 2026 oferece uma assimetria atraente, já que a Tenda combina alavancas duplas de reavaliação (pelo lado micro os dividendos e pelo cenário macroeconômico um prêmio menor após a eleição) com espaço para queda limitada devido aos múltiplos já comprimidos e à estabilidade do MCMV (Minha Casa Minha Vida).
Para os analistas, se a ação sofrer após os resultados de lucros do 4º trimestre de 2025 devido a ajustes relacionados ao Alea, veria como uma oportunidade de compra.
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