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16h13: Bancos
Apesar de terem seus ratings rebaixados pela Standard & Poor’s, os bancos ganham força e ajudam no desempenho positivo do Ibovespa no início da tarde desta quarta-feira. Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 32,96, +1,57%), Bradesco (BBDC3, R$ 31,52, +2,84%; BBDC4, R$ 29,58, +2,46%), Banco do Brasil (BBAS3, R$ 21,22, +1,82%) e Santander (SANB11, R$ 12,34, +1,98%) sobem mais de 1,5%. Assim como ocorreu com Petrobras e Eletrobras, mesmo com o corte da nota, as instituições financeiras continuam com grau de investimento.
No radar do investidor também permanecia o julgamento do STJ (Supremo Tribunal de Justiça) sobre a aplicação dos juros de mora nos planos econômicos das décadas de 1980 e 1990, que começaria hoje, mas foi adiado novamente, para o dia 23 de abril.
Além disso, ajuda no desempenho do setor um relatório do Credit Suisse em que o banco disse que espera ver o “spread bancário” (diferença entre o custo de captação do banco e a taxa cobrada por ele para empréstimo) continuar aumentando em 2014 e talvez até em 2015. Além disso, o Credit avalia que o mercado não está dando a atenção necessária a este evento, o que pode resultar em surpresas nos resultados das instituições financeiras. Por conta disso, ele reiterou a perspectiva positiva para as ações dos bancos neste momento, em especial os privados.
Vale ressaltar que o Credit, nos últimos dias, já havia elevado sua recomendação para o Bradesco, de neutra para outperform (acima da média do mercado), e reiterou sua recomendação outperform para o Itaú.
13h10: Fibria e Suzano
Pelo segundo dia seguido, os papéis das companhias de papel e celulose ficam entre as maiores perdas do Ibovespa. As ações da Fibria (FIBR3) e da Suzano (SUZB5) recuam 2,36% e 3,97%, respectivamente, a R$ 24,43 e R$ 8,22. Nesta manhã, a agência de classificação de risco Fitch Ratings afirmou que o início de operação de algumas fábricas do setor devem pressionar os preços da celulose de fibra curta.
A Fitch disse que para compensar o aumento da produção, é fundamental que a China volte a acelerar o ritmo de compras de celulose importada e que fábricas antigas no hemisfério norte sejam fechadas.
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Em relação ao impacto no balanço das companhias, a agência afirmou que diante desta expectativa de preços baixos, o fluxo de caixa livre das fabricantes deve ficar praticamente estável este ano. Além disso, ela alerta para que uma continuidade do enfraquecimento do fluxo até 2016 possa resultar em ações de rating negativas.
11h07: TIM
Enquanto a Oi despenca na Bolsa hoje (confira abaixo) por conta da decisão da CVM de dar poder aos controladores na assembleia que examinará o valor dos ativos da Portugal Telecom, as ações da TIM (TIMP3) disparam nesta manhã. Os papéis da operadora de telefonia registram valorização de 6,14%, a R$ 11,92, figurando na ponta positiva do Ibovespa.
10h40: Viver
Fora do Ibovespa, chama atenção as ações da Viver (VIVR3), que recuam 5,0%, a R$ 0,19, depois da divulgação do resultado do quarto trimestre. A empresa registrou um prejuízo líquido de R$ 122,1 milhões no quarto trimestre, mas ainda menor do que o apresentado no mesmo período de 2012, de R$ 213 milhões. A receita líquida, por sua vez, subiu 1580%, indo de R$ 18,2 milhões para R$ 306,6 milhões. Em 2013, a receita totalizou R$ 518,8 milhões, crescimento de 102,7% ante o ano anterior, resultado da melhora no volume de vendas, com destaque para os imóveis concluídos, e redução dos distratos, informou a empresa.
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10h33: Oi
As ações preferenciais da Oi (OIBR4) abriram em queda de 9,75% neste pregão, a R$ 3,24. As ações ordinárias, que não são negociadas no Ibovespa e possuem menos liquidez na Bolsa, caem 6,27%, a R$ 3,59.
A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) decidiu ontem que os controladores da Oi poderão votar na assembleia que examinará o valor dos ativos da Portugal Telecom a serem aportados no aumento de capital da empresa brasileira. A CVM também manteve a data da assembleia que discutirá o tema, marcada para amanhã.
Em relatório, a XP Investimentos apontou que, com o controlador votando, aumenta-se a chance da operação sair, lembrando que a empresa precisa do aumento de capital, devido ao elevado endividamento. Entretanto, uma parte dos minoritários é contra a participação dos controladores na assembleia que será realizada amanhã para examinar o valor dos ativos da Portugal Telecom.
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Atualmente, a Oi tem um endividamento de R$ 32 bilhões, com uma geração de caixa de R$ 8,5 bilhões e com um capex (investimentos em bens de capital) previsto para 2014 de R$ 5 bilhões. Em suma, a companhia precisa realizar um aumento de capital para reduzir o endividamento, comentaram os analistas da XP.
10h28: Gol
As ações da Gol (GOLL4) aparecem como a maior alta do Ibovespa, com valorização de 3,74%, sendo cotadas a R$ 10,81, refletindo o resultado do quarto trimestre. A empresa sofreu o oitavo trimestre seguido de prejuízo líquido, mas conseguiu reduzir as perdas em 95,7% no quarto trimestre de 2013 sobre igual período de 2012, indo de R$ 447,1 milhões para R$ 19,3 milhões.
Além da diminuição do resultado negativo, a companhia mostrou um forte desempenho operacional nos 3 últimos meses de 2013, o que agradou bastante os analistas – e deve ter reflexo positivo nas ações da segunda maior empresa aérea do Brasil na bolsa. “Acreditamos que o resultado foi positivo e deve ser bem recebido pelo mercado”, disse a equipe de análise da XP Investimentos em relatório enviado aos clientes, ressaltando que, enfim, a Gol conseguiu trazer um balanço mais equilibrado.
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10h08: Vale
As ações da Vale (VALE3; VALE5) voltam a subir nesta sessão com a mineradora próxima a vencer disputa no STJ (Supremo Tribunal de Justiça). Neste momento, os papéis ordinários da empresa registram valorização de 1,07%, a R$ 31,15, enquanto os preferenciais avançam 1,01%, a R$ 27,89. Esse é o quinto pregão seguido de alta das ações ONs da mineradora e a sexta alta em sete pregões das ações PNs. Desde o dia 17 de março, os ativos VALE3 sobem 6,3%, enquanto VALE5 avança 7%.
Ontem, o ministro Ari Pargendler, do STJ, seguiu o relator e votou de forma favorável à Vale no caso que discute a tributação dos lucros de controladas localizadas em países com os quais o Brasil tem tratado para evitar a bitributação. O caso, entretanto, foi suspenso por um pedido de vista do relator do caso, ministro Napoleão Nunes Maia Filho. Até agora, o placar geral está em 2×1 a favor da companhia.
O processo julgado ontem voltou à pauta depois de a Vale incluir parte dos valores devidos no programa de parcelamento especial aberto pelo governo federal – o Refis das controladas e coligadas. De acordo com comunicado divulgado em novembro, foram incluídos no parcelamento as autuações fiscais lavradas entre os anos de 2003 e 2012. Naquele momento, a companhia se comprometeu a pagar R$ 22,3 bilhões à Receita Federal, dentre os quais R$ 5,96 bilhões à vista no fim de novembro e R$ 16,36 bilhões seriam parcelados em 179 meses, com correção pela Selic.