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SÃO PAULO – Portabilidade numérica. O termo se refere à possibilidade de mudar de operadora de telefonia, sem precisar alterar o número da linha, ou seja, determina que os telefones passarão a ser propriedade dos assinantes. Aprovado pela Anatel, o cronograma de implantação do sistema começa em agosto de 2008 e termina em março de 2009.
“O consumidor só tem a ganhar com essa medida, que servirá tanto para telefones fixos quanto para aparelhos celulares. Como a concorrência vai aumentar e as operadoras vão ter medo de perder seus clientes, com absoluta certeza elas melhorarão a qualidade do serviço e diminuirão os preços das tarifas”, afirma o presidente da Telcomp (Associação Brasileira dos Prestadores de Serviços de Telecomunicações Competitivas), Luís Cuza.
O serviço, no entanto, não será gratuito. “A exemplo do que acontece em outros países, a mudança de operadora costuma ser cobrada. Eu ainda não sei o valor correto, mas não deve ser muito alto, acredito que algo em torno de R$ 10. De qualquer forma, acredito que na briga para manter e conquistar clientes, muitas operadoras se oferecerão para pagar essa taxa”.
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Mudança
Uma pesquisa realizada pela ClearTech revelou que 24% dos paulistanos deixaram de trocar de operadora do telefone móvel para não mudar o número. Entre os usuários da telefonia móvel, o número é maior e 39% afirmaram que não fizeram a troca pelo mesmo motivo.
Quando questionados se trocariam de operadora fixa caso pudessem manter o número, 59% dos entrevistados em São Paulo responderam que sim. O número é um pouco menor entre os proprietários de um celular (57%), mas continua acima da metade dos entrevistados.
A taxa que será cobrada pela alteração não deve impedir que os paulistanos façam a troca, já que 30% respondeu estar disposto a pagar entre R$ 11 e R$ 30 pela alteração em telefonia fixa e 17% na móvel; 30% também pagaria até R$ 10 na fixa e 38% na móvel. Para valores mais altos, a resistência é um pouco maior: apenas 5% estaria disposto a pagar entre R$ 51 e R$ 80 para o telefone de casa e só 6% pagaria mais de R$ 50 para alterar o celular.
Motivos
Entre os motivos que levariam os clientes de telefonia móvel a mudarem de operadora “uma tarifa melhor” foi citado por 98% dos entrevistados, seguido por “melhor qualidade de serviços” (97%), “maior pacote de serviços” (81%), “outra tecnologia” (73%) e “melhores aparelhos” (63%).
Para os clientes de telefonia móvel, “uma tarifa melhor” também é o principal motivo para a mudança (88%), seguido por por “melhor qualidade de serviços” (83%), “maior pacote de serviços” (77%), “outra tecnologia” (71%) e “melhores aparelhos” (62%).
Telefonia em São Paulo
Ainda segundo a pesquisa, 80% dos entrevistados possuem apenas uma linha de telefone fixo, enquanto 16% possuem duas, 2% possuem três e 2% possuem mais de três.
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O gasto médio com essas linhas é de R$ 158,42, sendo que 42% gastam até R$ 100, 18% de R$ 101 a R$ 150, 24% de R$ 151 a R$ 200, 10% de R$ 201 a R$ 250 e 6% mais de R$ 250.
A pesquisa revela, ainda, que entre os entrevistados, 86% possuem uma linha de telefone celular, 12% possuem duas linhas e 2% possuem mais de duas.
O valor médio gasto com esses telefones é de R$ 108,17, sendo que 34% gasta até R$ 50, 32% gasta entre R$ 51 e R$ 100, 14% de R$ 101 a R$ 150, 11% de R$ 151 a R$ 200, 4% entre R$ 201 e R$ 250, 3% de R$ 251 a R$ 300 e 3% gastam mais de R$ 300.
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A portabilidade só estará disponível em São Paulo em 2009.