Tecnologia da rádio digital custará cerca de R$ 300, diz Ministério das Comunicações

Além disso, transmissores também serão cobrados, com preço em torno de R$ 100, lembrou a Semp Toshiba

Por  Equipe InfoMoney -

SÃO PAULO – O receptor que adequará o rádio à tecnologia digital custará cerca de R$ 300. A afirmação foi feita na última quinta-feira (20) pelo consultor jurídico do Ministério das Comunicações, Marcelo Bechara, durante realização da terceira de uma série de audiências públicas sobre o tema no Senado. Atualmente, um desses equipamentos analógicos sai por volta de R$ 5.

O diretor-técnico da Semp Toshiba, Roberto Barbieri, lembrou ainda que os transmissores também serão cobrados, com preço em torno de R$ 100. De qualquer maneira, ambos os especialistas lembraram que a tendência é de barateamento dos itens – como sempre ocorre com eletroeletrônicos.

Motivo

“O que encarece os aparelhos são os royalties a serem pagos ao detentor da patente. Se não fosse isso, conseguiríamos colocar um gerador digital no mercado por cerca de R$ 10 mil”, afirmou Barbieri à Agência Senado.

O diretor industrial da fabricante de equipamentos para emissoras de rádio MTA Eletrônica Industrial, João Eduardo Ferreira da Silva, disse que o alto custo dos receptores inviabiliza o acesso ao produto pelas camadas mais pobres da sociedade e também que a inexistência de rádios digitais portáteis tira uma grande vantagem do veículo.

Na opinião de Silva, ainda não é o momento de a MTA investir alto em royalties para essa nova tecnologia, que ainda precisa ser “totalmente testada no Brasil”.

Ausência das freqüências comunitárias

Bechara afirmou ainda que o principal objetivo da implantação do sistema é promover a democratização do rádio no Brasil, uma vez que será possível aumentar o número de emissoras. De qualquer maneira, as freqüências comunitárias não terão a tecnologia.

De acordo com Barbieri, essas são rádios com pouco alcance e que, por isso, não há condições técnicas para que adotem a tecnologia digital.

Compartilhe