Tarcísio critica desorganização institucional e defende reforma política

Governador de São Paulo afirmou que Plano Real foi a última vez em que houve convergência política para resolver um problema no País

Estadão Conteúdo

Brasília (DF), 29/11/2024 - O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, durante cerimônia para assinatura de contratos de financiamento do BNDES para infraestrutura e mobilidade urbana de São Paulo. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Brasília (DF), 29/11/2024 - O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, durante cerimônia para assinatura de contratos de financiamento do BNDES para infraestrutura e mobilidade urbana de São Paulo. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), criticou nesta segunda-feira (15) a desorganização institucional do País. Ao citar o que classificou como um caos nas relações entre instituições, ele defendeu que o próximo presidente lidere uma reforma política, antes mesmo das medidas de ajuste fiscal.

Em fórum promovido pela revista Veja, Tarcísio citou o Plano Real como a última vez em que houve convergência política para resolver um grande problema do País. “Depois disso, faltou essa visão de Estado. Então, quando a gente perde a capacidade de organizar as instituições, as instituições desorganizadas produzem o caos institucional que a gente está vivendo: a interferência de um poder no outro, sem instituições fortes, sem sistema de peso e contrapesos, sem um mercado livre”, declarou o governador.

Segundo Tarcísio, o País sofre de uma desorganização das instituições e de falta de capacidade para organizar decisões políticas, no sentido de dar uma direção ao País.

O governador salientou que uma serie de reformas fiscais é necessária. Mas, emendou, o País precisa de uma reforma anterior, referindo-se à reforma política, sendo que o primeiro passo precisa ser dado pelo próximo presidente.

“Talvez a gente precise de uma reforma anterior, que é uma reforma de natureza política para realmente organizar as decisões, organizar as instituições e estabelecer esses requisitos de crescimento”, declarou Tarcísio.