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Super Quarta vai definir rumo de Ibovespa e Nasdaq? Confira os níveis decisivos

Ibovespa chega às decisões de juros com estrutura de alta, enquanto Nasdaq enfrenta correção e testa região importante de suporte.

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A chamada Super Quarta volta ao centro das atenções dos investidores nesta quarta-feira (16), com decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos. Além das taxas anunciadas pelo Copom e pelo Federal Reserve, o mercado deverá acompanhar de perto a comunicação das autoridades monetárias, em busca de sinais sobre os próximos passos dos juros nos dois países.

No Brasil, a expectativa é de continuidade do ciclo de flexibilização monetária, com corte de 0,25 ponto percentual da Selic, para 13,75% ao ano. Nos Estados Unidos, a decisão é considerada mais incerta, mas a projeção majoritária aponta para alta de 0,25 ponto percentual, levando os Fed Funds para a faixa de 3,75% a 4,00%. O Fed divulga sua decisão às 15h, enquanto o anúncio do Copom está previsto para as 18h30.

Do ponto de vista técnico, Ibovespa e Nasdaq chegam à Super Quarta em momentos distintos. Enquanto o índice brasileiro preserva uma estrutura de alta e volta a se aproximar de regiões importantes de resistência, o índice americano apresenta perda de força no curto prazo e negocia próximo de suportes que podem ser determinantes para os próximos movimentos.

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Ibovespa mantém estrutura de alta antes da Super Quarta

O Ibovespa (IBOV) chega à decisão do Copom sustentando uma estrutura técnica positiva. O índice encerrou a última sessão em alta de 0,54%, aos 186.502 pontos, e vem de quatro semanas consecutivas de valorização. Em 2026, acumula avanço de 15,75%, depois de ter chegado a subir mais de 23% quando alcançou sua máxima histórica de 199.354 pontos, em abril.

Na minha leitura, apesar de ter perdido força depois do recorde, o Ibovespa voltou a ganhar tração nas últimas semanas. No gráfico diário, o índice negocia acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, preservando uma estrutura favorável aos compradores. O IFR (14), em 67,91 pontos, permanece em zona neutra, embora já próximo da região de sobrecompra.

Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz.

No campo positivo, considero a região dos 189.487 pontos como a principal barreira de curto prazo. Caso o índice supere esse patamar com entrada de volume comprador, vejo espaço para avanço em direção aos 192.890 pontos. Acima dessa faixa, a atenção volta para a máxima histórica de 199.354 pontos, principal referência gráfica para uma eventual continuidade do movimento de alta.

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Por outro lado, uma reação negativa ganha importância caso o Ibovespa perca a região de 185.200/178.000 pontos. Abaixo dela, destaco 176.280/164.835 pontos como uma zona relevante de suporte para a manutenção da estrutura positiva. O rompimento dessa faixa pode fortalecer o fluxo vendedor, abrindo espaço para 161.745/153.570 pontos e, em um movimento mais amplo, para os 147.575 pontos.

Confira nossas análises:

Nasdaq chega pressionado e próximo de suporte importante

Nos Estados Unidos, a situação técnica é diferente. O Nasdaq chega à decisão do Federal Reserve em um movimento corretivo no curto prazo. O índice fechou a última sessão em queda de 0,78%, aos 25.981 pontos, e acumula baixa de 1,48% em setembro.

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No gráfico diário, observo que o Nasdaq negocia abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, indicando perda de força compradora. A movimentação recente coloca o índice próximo de uma região importante de suporte, justamente antes de uma decisão do Fed que pode ampliar a volatilidade dos mercados.

Fonte: TradingView. Gráfico semanal. Elaboração: Rodrigo Paz.

Na minha leitura, o primeiro ponto de atenção está nos 25.910 pontos. A perda desse nível pode reforçar o movimento vendedor e levar o índice em direção aos 25.260 pontos. Caso a faixa de 25.910/25.260 pontos seja rompida, especialmente com aumento de volume, vejo espaço para uma correção mais ampla em direção aos 24.425/24.200 pontos.

A perda desse segundo suporte aumentaria a pressão sobre o gráfico, com possibilidade de o Nasdaq buscar as regiões de 23.320/22.500 pontos. Enquanto permanecer abaixo das médias e próximo desses suportes, considero importante monitorar a força do fluxo vendedor após a decisão do Fed.

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Para mudar esse cenário e retomar uma estrutura mais consistente de alta, o Nasdaq precisa inicialmente recuperar as médias móveis e superar a faixa de resistência em 26.585/26.875 pontos. Acima dela, o movimento pode ganhar força para testar novamente a máxima histórica de 27.190 pontos.

Se houver rompimento do recorde acompanhado por volume comprador, projeto como próximos alvos as regiões de 27.545/27.895 pontos e, posteriormente, 28.330/29.000 pontos.

Com os dois mercados próximos de regiões técnicas relevantes, a Super Quarta pode funcionar como um catalisador para os próximos movimentos. A reação aos anúncios e, principalmente, a confirmação dos rompimentos após a volatilidade inicial poderão indicar se Ibovespa e Nasdaq encontram espaço para avançar ou se a pressão vendedora ganhará força no curto prazo.

(Rodrigo Paz é analista técnico)

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Rodrigo Paz
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