Suas contas: produtos hortigranjeiros poderão pesar menos no bolso

Especialistas do setor estão reunidos em busca de fórmulas para melhorar a negociação desses itens e barateá-los

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SÃO PAULO – De segunda (3) a quarta-feira (5) desta semana, dirigentes de Ceasas (Centrais de Abastecimento) e especialistas na comercialização de produtos hortigranjeiros estarão reunidos na Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) em busca de fórmulas para melhorar a negociação desses itens e barateá-los.

Conforme divulgou a Agência Brasil, os especialistas discutirão pontos como a criação de mecanismos para incentivar a produção de hortigranjeiros pela agricultura familiar e a adoção de meios para privilegiar os produtos locais, de modo a gerar mais renda na comunidade e tornar mais ágil o transporte entre a produção e a comercialização.

A intenção é reduzir o número de repasses de produtos entre mercados, o que resulta em preços mais baixos para os consumidores.

Prohort

A fim de integrar as 53 Ceasas do País e as centrais comerciais de menor porte, por meio de acordos de cooperação técnica, o Prohort foi criado em 2005. Segundo o coordenador deste projeto da Conab, Samuel Tônia, ele serve para garantir abastecimento e segurança alimentar pelo acesso a produtos mais baratos e de melhor qualidade.

“Por gerar emprego e renda na periferia do próprio mercado consumidor, o programa também reduz a migração para os grandes centros”, acrescenta.

De acordo com o coordenador do Prohort, dados da Conab apontam que foram comercializadas 13,85 milhões de toneladas de produtos hortigranjeiros em 2006 na rede Ceasa e suas afiliadas, sendo que a movimentação atingiu cerca de R$ 20 bilhões, considerando-se apenas as vendas no atacado.

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Descentralização

Outro objetivo do encontro que acontece na Conab é incentivar a descentralização da comercialização pelas Ceasas, atualmente concentrada na Região Sudeste. Para se ter uma idéia, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo respondem por 58% da oferta.

Já os nove estados do Nordeste movimentam o equivalente a 19%, os estados do Sul apenas 14% e os 9% restantes estão distribuídos no Norte e Centro-Oeste.