SP: preços no varejo desaceleram para 0,22% em maio

De acordo com a Fecomercio-SP, o setor de Supemercados foi o que mais desacelerou no mês. Alta é puxada pelas Drogarias

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SÃO PAULO – O IPV (Índice de Preços no Varejo) da cidade de São Paulo subiu 0,22% em maio, uma leve desaceleração frente a 0,33% de alta registrada em abril deste ano, segundo dados da Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo) divulgados nesta quarta-feira (30). Nos últimos 12 meses, o IPV acumula variação de 1,83%.

O segmento de Supermercados, com maior peso no indicador, foi o que mais desacelerou em maio. A alta nos preços foi de 0,45%, enquanto, no mês anterior, havia sido de 1,11%. No ano, a variação acumulada é de 4,05%.

De acordo com a assessora econômica da Fecomercio, Julia Ximenes, a instabilidade climática prejudicou a safra de alguns produtos importantes, causando a elevação dos preços. Apesar de as frutas terem ficado 3,15% mais baratas, os tubérculos ficaram 5,68% mais caros. O preço do arroz subiu 1,38% e do feijão, 11,27%.

Porém, se a chegada dos dias frios prejudicou as safras de tubérculos, o fim da estação chuvosa beneficiou o segmento de Feiras, que apresentou a segunda queda consecutiva e começa a voltar aos patamares normais. A retração foi de 3,85% em comparação com abril. Os preços que mais diminuíram foram os das verduras e legumes: -11,21% e -9,51%, respectivamente. Considerando todo o grupo, a variação negativa acumulada do ano atinge 4,91%.

Outros setores
O segmento de drogarias e perfumarias continua empurrando a alta do IPV. O segmento apresentou aumento de 1,61%. Por outro lado, o preço dos combustíveis caiu, em média, 1,38 – redução menor que a do mês anterior, de 2,23%. Considerando apenas combustíveis, a queda foi de 1,43%, enquanto os lubrificantes subiram 0,2%. Para Julia, esse movimento de baixa pode ser explicado pelo início da safra de cana-de-açúcar.

Outra queda registrada e pela sétima vez seguida foi dos equipamentos eletroeletrônicos (-1,41%). “Esses números se devem a um avanço constante da tecnologia, tornando cada vez mais rápida a obsolescência dos equipamentos”, explica a economista da Fecomercio. “A concorrência com o comércio informal, sem o peso dos impostos, também tende a pressionar os preços destes produtos para baixo”.

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Outros setores que registraram queda foram eletrodomésticos, brinquedos e material de construção, conforme é possível observar na tabela a seguir:

Índice de Preços no Varejo
Grupo Variação em maio
Autopeças e Acessórios    1,27%
Açougues  0,31%
Brinquedos 0,57%
CDs

-0,46%

Combustíveis e Lubrificantes

-1,38%

Drogaria e perfumarias 1,61%
Eletrodomésticos 0,74%
Eletroeletrônicos -1,41%
Feiras -3,85%
Floriculturas 5,02%
Jornais e revistas estável
Livraria -0,16%
Material de construção 1,35% 
Material de Escritório e outros 0,59%
Móveis e decoração 0,52%
Padarias 0,43%
Relojoarias 1,25%
Supermercados 0,45%
Veículos 0,42%
Vestuário, tecidos e calçados 0,46%
Óticas 0,80%