SP: mesmo com queda, cesta básica da cidade é a segunda mais cara de 16 capitais

O conjunto de produtos fechou o mês de agosto a R$ 241,15, com queda de 4,35% na comparação com julho

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SÃO PAULO – Apesar do recuo de 4,35% no preço da cesta básica de São Paulo em agosto, na comparação com julho, o valor fechado para o conjunto de produtos comprados na cidade no oitavo mês do ano só não foi mais caro que o registrado em Porto Alegre.

Isso porque os paulistanos pagaram R$ 241,15 para comprar os produtos essenciais em agosto, enquanto os moradores da cidade de Porto Alegre desembolsaram apenas um centavo a mais. Apesar do recuo em um mês, no acumulado do ano, os moradores da cidade de São Paulo já pagam 12,36% a mais pela cesta. Em 12 meses, a alta é de 24,92%.

Os dados são da Pesquisa Nacional da Cesta Básica, divulgados nesta segunda-feira (1) pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos).

Comprometimento da renda

O custo médio da cesta básica tomou 63,16% do salário mínimo líquido do trabalhador, já deduzida a quantia recolhida à Previdência Social.

De acordo com o Dieese, o paulistano remunerado pelo salário mínimo teve de cumprir uma jornada de 127 horas e 50 minutos para adquirir todos os produtos essenciais.

Quedas

Dentre os 13 itens pesquisados em São Paulo, 12 apresentaram redução em agosto, na comparação com o mês anterior, sendo os destaques: tomate (-24,31%), feijão carioquinha (-6,54%) e óleo de soja (-4,76%).

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Muito próxima à variação negativa da cesta, está a da farinha de trigo (-4,27%) e a do arroz agulha (-3,74%). Pequenas variações negativas ocorreram com a banana nanica (-1,69%), carne bovina de primeira (-1,05%), açúcar refinado (-0,85%), café em pó (-0,67%), manteiga (-0,66%), batata (-0,52%) e pão francês (-0,32%).

Apenas um produto não variou no período, o lei in natura tipo C.