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SÃO PAULO – Entre a terceira e a quarta semana de abril, a variação de preços dos alimentos apresentou desaceleração nas cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro. No entanto, continuaram pressionando a inflação.
De acordo com o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal) da FGV (Fundação Getúlio Vargas), os índices passaram de 2,65% para 2,13% na capital fluminense e de 1,14% para 1,03% na capital paulista.
Destaques
Na comparação com a quarta semana de março, quando os preços dos alimentos haviam variado -0,02%, houve forte aceleração em São Paulo. Na cidade do Rio de Janeiro foi notado movimento semelhante, uma vez que a alimentação tinha apresentado taxa de 1,31%.
Entre as maiores influências sobre o IPC-S na última semana de abril na capital paulista estavam o mamão papaya (36,47%), o pão francês (6,46%), o leite tipo longa vida (3,69%) e o tomate (16,20%).
Já na capital fluminense, os mesmos produtos influenciaram fortemente a inflação – mamão papaya (45,33%), pão francês (9,23%), tomate (11,27%) e leite tipo longa vida (4,73%) -, acrescidos da cebola (21,59%).
Biocombustíveis não influenciam
Conforme argumentou a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, na última segunda-feira (5), a produção de biocombustíveis no Brasil não concorre com a produção de alimentos e, conseqüentemente, não é responsável pelos recentes aumentos.
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“O Brasil tem estoques de terras férteis da ordem de 300 milhões de hectares. Cerca de 51 milhões estão em repouso, sendo que é possível uma produção que não venha concorrer com a de alimentos”.
De acordo com a ministra, o Zoneamento Agrícola feito pelo Ministério da Agricultura está separando as áreas próprias de plantio das matérias primas dos biocombustíveis, o que impediria ampliação dessas culturas, de modo a sobrepor a de alimentos.