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SÃO PAULO – Colocar uma conta no débito automático pesa no bolso. Levantamento sobre tarifas máximas cobradas pelos dez maiores bancos brasileiros mostrou que o serviço custa de zero (Bradesco e Itaú, por exemplo) até R$ 5,50 (Santander).
Dentre as demais instituições, a maior cobrança fica a cargo do Banco do Estado do Pará, com no máximo R$ 10 a cada vez que o cliente solicita o serviço. Vale lembrar que pesquisa realizada pela Austin Rating mostrou que a receita com tarifas bancárias cresceu quase oito vezes desde o Plano Real e dobrou no governo Lula, atingindo R$ 52,8 bilhões em dezembro do ano passado.
Por banco
Veja, na lista abaixo, o comportamento de cobrança em todos os dez maiores bancos brasileiros. Os valores apresentados são das tarifas máximas. Em outras palavras: fica a cargo do banco cobrar menos do que o teto ou, inclusive, isentar seus clientes.
| Débito automático | ||
| Banco | Cobrança por vez | |
| Santander | R$ 5,50 | |
| Banco Nossa Caixa | R$ 5 | |
| Caixa Econômica Federal | R$ 3,50 | |
| Unibanco | R$ 1,50 | |
| Banco do Brasil | zero | |
| ABN Amro Real | zero | |
| Banco Safra | zero | |
| Itaú | zero | |
| Bradesco | zero | |
| HSBC | zero | |
Fonte: Banco Central
Cuidados
Além do custo, o consumidor deve ter em mente outros detalhes antes de solicitar o débito automático. O ponto positivo do serviço é a facilidade: não existe a necessidade de encarar filas para pagar contas e é praticamente impossível perder a data do vencimento – “praticamente” porque, se não houve saldo suficiente, o banco não fará o desconto.
Conforme a Fundação Procon de São Paulo, a fatura deve chegar para a pessoa no mínimo cinco dias antes do vencimento. Esse direito facilita a conferência do extrato e, também, da própria conta. Se a cobrança estiver errada, é necessário entrar em contato com o banco e solicitar o bloqueio do débito. Depois disso, deve-se pedir à empresa a revisão do valor e a emissão de uma segunda via para o pagamento.