Socopa mantém Petrobras e MPX em carteira recomendada para junho

Lojas Americanas, Anhanguera e Even também estão presentes na carteira; em maio, portfólio registrou queda de 9,95%

Paula Barra

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SÃO PAULO – A Socopa Corretora manteve a carteira top picks inalterada em junho, acreditando que durante o mês o índice de ações continuará muito volátil, diante do cenário internacional conturbado, devendo ditar os rumos do mercado. 

No mês anterior, o portfólio da corretora obteve desempenho negativo de 9,95%, superior em 1,91 ponto percentual ao Ibovespa. Já no acumulado ano de 2012, a seleção registra rentabilidade de 2,86%, figurando na pior posição do ranking dos melhores desempenhos das carteiras recomendadas mensais, compilado pelo Portal InfoMoney. 

Segundo o analista Marcelo Varejão, da corretora, o desempenho deve-se à crise externa, que ganhou novos contornos durante o mês anterior, com a piora do cenário da Grécia, além das mais recentes preocupações com o setor bancário da Espanha, principalmente após a necessidade do governo nacionalizar o Bankia.

Empresas recomendadas
Anhanguera (AEDU3): o analista avalia que o cenário para o setor de educação é positivo, principalmente por conta do forte crescimento das admissões registradas nesses primeiros meses de 2012 e pela aceleração dos financiamentos estudantis. Varejão aponta que o maior foco em rentabilidade da companhia deve surtir efeitos positivos nos próximos resultados. 

MPX (MPXE3)Varejão lembra do acordo fechado recentemente com a alemã E.ON para a criação de uma joint venture como evento positivo em sua análise. “A parceria entre a MPX e a E.ON tem como objetivo desenvolver uma capacidade total de 20.000 MW no Brasil e no Chile, se tornando, assim, a maior empresa privada de energia do país”, explica Varejão.

Even (EVEN3): o analista acredita que a construtora é uma das mais atrativas entre as empresas de menor, por conta de sua posição financeira mais confortável para fazer frente ao plano de crescimento.

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Petrobras (PETR4):  após uma forte queda dos papéis por conta do fraco desempenho no quarto trimestre, o analista avalia o momento como favorável para a estatal. A valorização do petróleo e o fato de a empresa admitir que seja necessário reajustar o preço dos combustívies ao patamar internacional são vistos como positivos.

Lojas Americanas (LAME4): a expectativa de uma melhora nas vendas de mesmas lojas da companhia nos resultados do primeiro trimestre deste ano, após a desaceleração desse indicador no balanço do quarto trimestre de 2011, favorecem a recomendação dos papéis das Lojas Americanas. Além disso, para o analista, a trajetória de queda da taxa de juros e as medidas adicionais do governo para estimular o consumo devem favorecer o desempenho do setor.