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SÃO PAULO – O número de adeptos é pequeno, mas aos poucos os smartphones – telefones celulares que integram funcionalidades dos computadores, como acesso à internet e sistema operacional – estão conquistando os consumidores.
Os aparelhos ainda são caros, chegando a custar até R$ 2.500 a mais que os aparelhos comuns. A diferença é constatada ao comparar o celular Motorola F3, que custa R$ 99 – e é o parelho mais barato no mercado brasileiro atualmente – e o smartphone HP HW6945, que custa R$ 2.599.
De acordo com um estudo da IDC, os telefones inteligentes representam 6% do mercado total na América Latina. No Brasil, o ano deve terminar com 300 mil aparelhos vendidos, enquanto em 2008 os fabricantes esperam vender 800 mil unidades.
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Preços
Conforme veiculou o Diário do Comércio, periódico da Associação Comercial de São Paulo, a queda nos preços dos smarts é atribuída às promoções das operadoras, à facilidade do acesso à Web, à configuração mais intuitiva e ao uso crescente dos aparelhos.
Atualmente, as operadoras oferecem aparelhos a preços bem diferentes, de acordo com o plano escolhido. A maior diferença é na TIM, onde um smartphone custa R$ 2.319 no plano conta fixa e R$ 586, no plano TIM Brasil 400. A empresa, no entanto, registrou um aumento de 186% no tráfego de dados no primeiro semestre, uma das principais características dos celulares inteligentes.
Na Claro a diferença também não é pequena: R$ 1.499 no Claro Cartão e R$ 249 no plano 500 minutos. A Vivo foi a operadora que apresentou menor diferença, R$ 899 no plano pré-pago e R$ 809 no plano-pós.
Como 75% dos brasileiros utilizam aparelhos celulares com plano pré-pago, para a maioria dos clientes de telefonia móvel, possuir um smartphone ainda não é barato.
Aparelhos básicos
O estudo da IDC revelou que os aparelhos básicos ainda são os mais vendidos, o que está fazendo com que muitas fabricantes incluam novos recursos dos aparelhos mais simples.
Atualmente é possível encontrar aparelhos que custam menos de R$ 200, com câmera fotográfica e rádio. Algumas operadoras chegam até a dar esses aparelhos aos seus novos clientes.
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De acordo com o gerente de ofertas premium da Vivo, Fábio Freitas, apesar do consumidor de baixo poder aquisitivo procurar preço, ele se dispõe a pagar um pouco mais por um aparelho com mais recursos – mesmo que não os use -, dependendo da forma de pagamento oferecida.
Segundo o gerente de vendas da Motorola, Henrique de Freitas, 75% do público compra aparelhos de até R$ 190, de 15% a 20% compram celulares médios, com telas coloridas, música e câmeras e apenas cerca de 5% compram os smartphones.