Destaques da Bolsa

Small caps isentas de IR, Petrobras e Embraer disparam; Pão de Açúcar afunda

Estatais e bancos aparecem na ponta de cima do Ibovespa após a Copa do Mundo; Gol lidera perdas

SÃO PAULO – Em um dia de forte euforia na Bovespa, as ações de estatais, bancos e elétricas aparecem como grandes destaques positivos. Além destas, a Embraer (EMBR3, R$ 21,93, 2,62%), que trouxe ao mercado notícias sobre novas parcerias comerciais, e as 7 ações que darão isenção de Imposto de Renda aos investidores também começam a semana com forte alta.

Na ponta debaixo, a Gol (GOLL4, R$ 13,07, -2,83%) lidera as perdas do Ibovespa após ser a “campeã” do índice na semana passada, enquanto o Pão de Açúcar (PCAR4, R$ 103,79, -2,19%) cai depois que a família diniz resolveu vender mais ações do grupo em leilão na Bovespa. A Oi (OIBR4, R$ 1,58, -1,86%) também aparece em evidência com sua interminável novela com a BES e a Portugal Telecom

Confira os principais destaques da Bovespa desta segunda-feira:

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Petrobras (PETR3, R$ 17,68, 4,21%; PETR4, R$ 17,68, 4,00%) 
A petrolifera foi incluída na lista de destaque da América Latina do Goldman Sachs, que manteve recomendação da compra para o papel. Além disso, a empresa vem sendo beneficiada por expectativas de que as próximas pesquisas eleitorais apontem para queda de Dilma Rousseff nas intenções de voto. A primeira a ser divulgada pós-Copa deve ser do Datafolha, que vai revelar os números a partir desta quarta-feira.

Bancos
Também na ponta de cima do índice seguem as ações do Bradesco (BBDC3, R$ 35,11, 2,57% ; BBDC4, R$ 34,11, 2,80% ), Banco do Brasil (BBAS3, R$ 27,00, 2,74%) e Itaú (ITUB4, R$ , %) que também sobem com a expectativa da divulgação de novas pesquisas eleitorais. Vale mencionar que junto com as estatais, as ações dos bancos foram as que mais se beneficiaram no “rali eleitoral” no período pré-Copa. 

Embraer (EMBR3, +2,43%, R$ 21,89)
A Embraer divulgou dados operacionais do segundo trimestre, mostrando que a empresa entregou 29 jatos comerciais e 29 executivos entre os meses de abril a junho deste ano, totalizando 58 jatos, ante 51 entregues no mesmo período de 2013. 

A companhia divulgou também suas perspectivas de mercado de 2014 a 2033. A empresa prevê a entrega de 6.250 jatos no segmento de 70 a 130 assentos nos próximos 30 anos. Por fim, a empresa anunciou hoje que recebeu uma encomenda de 50 jatos E175-E2 da Trans States Holdings, controladora das companhias aéreas Trans State Airlines, Compass Airlines e GoJet Airlines.

Empresas beneficiadas com isenção do IR
As companhias estão entre 7 na lista da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) cujos investidores terão isenção de Imposto de Renda na compra das ações. A lista faz parte do “pacotão” de medidas pró-mercado anunciadas no final de junho pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega.

As ações da HRT (HRTP3, +1,77%, R$ 1,15), General Shopping (GSHP3, +5,44%, R$ 8,33) e Nutriplant (NUTR3, +3,66%, R$ 1,70) sobem hoje em meio à notícia de isenção de IR na compra de ações. Vale mencionar que, no caso da Nutriplant, apesar da alta, foram registrados apenas 2 negócios com os papéis hoje. As ações da Senior Solutions (SNSL3, R$ 8,07, 0,50%) e Renar Maças (RNAR3, R$ 0,20, 5,26%) também reagem com alta.

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Vale (VALE5, R$ 27,98, 1,38%)
O minério de ferro no mercado à vista da China e os contratos futuros do aço atingiram suas máximas de sete semanas nesta segunda-feira com a expectativa de uma demanda mais firme no país, devido a maiores gastos com infraestrutura e moradias de baixo custo. O minério com teor de 62% de ferro, uma referência para o mercado, atingiu US$ 97,90 por tonelada, ampliando a recuperação após atingir a mínima de 21 meses, a US$ 89, em meados de junho, segundo dados do Steel Index.

A China vem acelerando as medidas para estimular sua economia, que cresceu 7,4% no primeiro trimestre deste ano, menor ritmo em seis trimestres. 

Pão de Açucar (PCAR4, R$ 103,67, –2,30%)
A família Diniz, fundadora do Grupo Pão de Açúcar, está vendendo ações da varejista no pregão desta segunda-feira, segundo a assessoria de imprensa da Península, empresa responsável pelos investimentos do empresário Abilio Diniz. Abilio, que deixou o comando do Conselho de Administração do GPA no ano passado, já havia vendido todas as ações do GPA que mantinha em seu nome em maio. Na época, a Península informou que membros da família continuavam como acionistas do GPA.

A assessoria não deu mais detalhes sobre a operação desta segunda, sendo que os papéis do GPA ainda estavam em leilão às 11h25. Segundo a Agência Bovespa, o leilão envolvia inicialmente 5 milhões de ações preferenciais, ao preço de R$ 101.

O papel fechou a sessão de sexta-feira cotado a R$ 106,11.

BTG Pactual (BBTG11, R$ 34,22, 0,20%)
O BTG Pactual adquiriu o banco suíço BSI por 1,5 bilhão de francos suíços (1,7 bilhão de dólares ou 3,73 bilhões de reais) em dinheiro e ações, se desfazendo de uma unidade deficitária e aumentando sua solidez financeira. Para o BTG Pactual, o acordo implica uma expansão de seu negócio de gestão de recursos, com a adição de uma grande presença na Suíça, que ainda é o maior mercado financeiro offshore do mundo.

O acordo, que o presidente-executivo da Generali, Mario Greco, chamou de “operação complexa”, põe fim a mais de dois anos de pesquisa da Generali para encontrar um comprador adequado para um ativo que perdera apelo diante da implacável pressão dos Estados Unidos e outras nações ocidentais em relação ao sigilo bancário suíço. Sob os termos do acordo, a parcela que a Generali receberá em dinheiro será de 1,2 bilhão de francos suíços. A transação, sujeita à aprovação regulatória, deve ser concluída no primeiro semestre de 2015.

Eletrobras (ELET3, R$ 6,45, 2,54%)
O conselho de administração da Eletrobras aprovou em reunião na sexta-feira a alteração do modelo de governança de suas distribuidoras, em uma reestruturação organizacional que prevê a criação do cargo de diretor-presidente para essas companhias. A reestruturação tem como foco o “reforço da estrutura local, através da descentralização das atividade operacionais com expectativa de ganhos na qualidade do atendimento e dos serviços prestados, preservando-se, contudo, a centralização das atividades corporativas das EDE’s, sob a coordenação da diretoria de distribuição da Eletrobras”. 

OGPar (OGXP3, R$ 0,20, 5,26%)
A OGPar, antiga OGX Petróleo, divulgou três comunicados ao mercado na noite de sexta-feira. Ela informou que a agência regulatória do setor de petróleo e gás da Colômbia não aprovou a proposta de venda dos ativos da companhia localizados no país, cuja oferta foi informada pela empresa no dia 25 de abril.  Em consequência, a ANH cancelou os contratos de avaliação técnica relativos aos blocos da Bacia de Cesar Ranchería, além de ter executado as cartas de crédito oferecidas como garantia e expedidas pelo banco garantidor, no valor de aproximadamente US$ 24 milhões.
Após o indeferimento, a OGPar informou ainda que a companhia e a Ofertante assinaram ontem um novo acordo acordo no valor de US$ 30 milhões, com o objetivo de apresentá-lo à ANH referente à transferência e alienação dos ativos remanescentes, que estão localizados no Vale Inferior do Magdalena.
Ela também apresentou sua produção de petróleo para o mês de junho, que teve queda ante maio, passando de 424.469 barris de petróleo para atuais 390.249 barris. Deste total, 271.280 barris refletem a produção do Campo de Tubarão Martelo – ante 301.062 barris no mês anterior – e 118.969 barris pertencem à produção no Campo de Tubarão Azul em fase de testes – contra 123.407 barris em maio. A OGPar informou ainda que em 3 de julho Tubarão Martelo iniciou a produção de seu terceiro posto (TBMT-2HP) que desde seu início produz uma média de 3,2 mil barris de petróleo por dia. 

Mills (MILS3, R$ 23,40, –0,09%)
Ramon Vazquez, que assumiu o cargo no cargo de Diretor Presidente em 2009, permanecerá até 31 de dezembro deste ano. Sergio Kariya, atual diretor da unidade de negócio Rental, assumirá o cargo de Diretor Presidente a partir de 1º de janeiro de 2015. Como parte do processo de transição, Sergio Kariya assumirá o cargo de Vice-Presidente de Operações, a partir de 1º de agosto, acumulando o cargo de diretor da Rental. A partir de 1º de janeiro de 2015, pelos próximos cinco anos, Ramon Vazquez continuará participando dos negócios da Mills, assessorando o Conselho de Administração da empresa.

As ações da Mils acumulam perdas de quase 30% em 2014 e estão cotadas em seus menores patamares desde junho de 2012.

Oi (OIBR4, R$ 1,59, -1,24%)
Sócia da Oi, a Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil) vendeu ações da operadora após o aumento de capital realizado pela companhia em abril deste ano, uma das etapas do processo de fusão com a Portugal Telecom (PT). Com o movimento, a fatia da fundação baixou de 1,2% para 0,9% do capital da operadora.

De acordo com o prospecto de aumento de capital da companhia, a venda de papéis pelos controladores estava proibida até final julho por conta de uma prática conhecida como “lock up”, em que acionistas do bloco de controle não podem negociar as ações por três meses. Em documento encaminhado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), na última quinta-feira, a Oi revelou, no entanto, que controladores negociaram com os papéis durante o mês de junho.

Procurada, a Previ confirmou a venda de ações e garantiu não estar impedida de vender suas ações. A fundação teria questionado a Oi sobre a possibilidade de se desfazer das ações logo após o aumento de capital e recebido um aval da área de relações com investidores da companhia no início de maio.

Brasil Insurance (BRIN3, R$ 11,54, 2,12%)
A quantidade de ações da BR Insurance em posse de membros da diretoria saltou de 100 para 10.078 apenas em junho, mostrou a companhia no formulário consolidado na sexta-feira. Ainda assim, o grupo não detém nem sombra do que tinha da seguradora em abril. Antes da forte queda de 63% das ações em 5 dias do mês, a diretoria da BR Insurance contava com 1,027 milhão de papéis.

Segundo o documento enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), as compras dos 9.978 papéis foram realizadas nos dias 13, 18, 24, 25, 26, 27 e 30 do mês passado, tendo como intermediária a Itaú Corretora. A companhia, porém, não deu detalhes do valor movimentado em cada uma das datas informadas.

Vale lembrar que a BR Insurance viveu momentos conturbados no começo do ano, quando chegou a despencar 63% em apenas 5 dias em abril. A reviravolta começou no mesmo mês: a partir da mínima de R$ 5,68 alcançada, os papéis da companhia já acumularam ganhos na casa dos 100%, embora no ano ainda marquem queda de 35,25%.

Gol (GOLL4, R$ 13,07, -2,83%)
Após ser a maior alta na semana passada, a Gol lidera as perdas e puxa a ponta de baixo do Ibovespa. Na última quinta-feira, Raymond James elevou a recomendação das ações da empresa para outperform (desempenho acima da média), alegando que as ações deveriam subir assim que os “ventos contrários do câmbio diminuem”. Vale lembrar que os papéis da empresa caíram 16,5% entre o final de maio e a última terça-feira, dia que eles bateram o menor patamar desde 3 de abril. 

Gradiente (IGBR3, R$ 4,25, -4,49%)
A credora da empresa, SportPro, conseguiu na Justiça a penhora de bens da companhia, de acordo com a decisão de Justiça em meados do mês de junho. A notícia é mais um peso na empresa que está em recuperação extrajudicial desde 2010. Desde o ano retrasado, a companhia vem pedindo adiamento nos prazos de pagamento de seus credores – o primeiro pedido em 28 de junho de 2012 e um segundo em 20 de junho de 2013 -, mas que não conseguiu a aprovação da maioria dos credores. Desde então, a empresa vem buscando na Justiça um meio para validar o pedido, mas não obteve sucesso. Vale mencionar que as ações da Gradiente atingiram o menor patamar neste pregão desde fevereiro de 2014 e de junho até hoje os papéis acumulam queda de 40%. 

Em dezembro, a Justiça até concedeu um prazo de 30 dias para a empresa apresentar documentação contábil dos últimos três anos para comprovar a efetiva impossibilidade de pagamento de suas dívidas. Entretanto, não deu em nada. Em junho deste ano, o Tribunal de Justiça de São Paulo apontou que não era o caso de concessão de prazo adicional para a empresa, que há quase um ano não cumpre a determinação judicial.

Direcional (DIRR3, R$ 10,26, -3,48%)
A Direcional divulgou sua prévia operacional do segundo trimestre, quando foram lançados quatro empreendimentos de incorporação com total de 1.332 unidades e VGV de R$ 231 milhões. O preço médio das unidades lançadas no trimestre foi de R$ 197,4 mil.