Sinduscon-SP propõe financiamento imobiliário com parcela de até R$ 475

Idéia á atender famílias que ganham até cinco salários mínimos - classe social mais afetada pelo déficit habitacional

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SÃO PAULO – Pouco tempo depois do Creci-SP (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis de São Paulo) e do Secovi-SP (Sindicato da Habitação) afirmarem que os modelos atuais de financiamento imobiliário ainda não são adequados para a população de baixa renda, o Sinduscon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) afirmou que apresentará, na próxima sexta-feira (23), programa de habitação que propõe parcelas de até R$ 475 mensais.

A idéia é atender famílias que ganham até cinco salários mínimos – classe social mais afetada pelo déficit habitacional brasileiro, que é hoje de quase 8 milhões de moradias. A análise, feita em parceria com a escola de Projetos da Fundação Getúlio Vargas, já foi proposta ao governo federal e será detalhada a empresas ligadas ao setor.

Financiamento popular

A idéia é a criação de uma modalidade de financiamento da moradia popular, com financiamento do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e com subsídios do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social. Dessa maneira, será possível a formação de um fundo garantidor com recursos do orçamento federal, para os investidores em moradia popular, e também o fortalecimento do mercado secundário de hipotecas e recebíveis, como forma de atrair esses investidores.

“Hoje as empresas começam a falar em moradia popular a partir de R$ 60 mil, R$ 70 mil, o que exclui boa parte da população mais carente. O nosso modelo é de fato popular, pois compromete, no máximo, 25% do orçamento familiar de quem ganha de um a cinco salários mínimos”, afirmou o presidente do SindusCon-SP, João Claudio Robusti.

Plano Nacional de Habitação

De acordo com o sindicato, o projeto é avaliado pelo governo e pode servir de base à elaboração do Plano Nacional de Habitação.

“Nos encontramos com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, há duas semanas, que se mostrou bem interessado nas nossas propostas. Agora, as equipes técnicas tanto do governo quanto do SindusCon-SP estão trabalhando e discutindo em conjunto o que é preciso para viabilizar o projeto. Hoje não há nada parecido no País que se equipare ao projeto que estamos sugerindo”, explicou Robusti.