Silvio Tini supera Coelho Diniz e se torna maior acionista do GPA (PCAR3)

O bilionário passou a deter 25,795% das ações da companhia

Felipe Moreira

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Em seus dois aplicativos, o Grupo Pão de Açúcar já acumula 82% de penetração entre os clientes de suas lojas. Foto: Divulgação
Em seus dois aplicativos, o Grupo Pão de Açúcar já acumula 82% de penetração entre os clientes de suas lojas. Foto: Divulgação

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O GPA (PCAR3) informou que a Bonsucex Holding e seu acionista Silvio Tini de Araújo elevaram, em conjunto, sua participação para aproximadamente 25,795% das ações ordinárias da companhia, tornando-se o maior acionista individual do grupo varejista.

Com o aumento da fatia, Silvio Tini ultrapassa a família Coelho Diniz, que desde o ano passado detinha a maior participação, com 24,9% do capital. Já o Grupo Casino, antigo controlador do GPA, permanece com aproximadamente 20% das ações.

O movimento ocorre poucos dias após os acionistas do GPA aprovarem, em assembleia realizada na segunda-feira (15), a exclusão da cláusula de “poison pill” (pílula de veneno) do estatuto social. O mecanismo obrigava investidores que ultrapassassem 25% do capital a lançar uma oferta pública de aquisição (OPA) pelas ações remanescentes, protegendo os acionistas minoritários de aquisições hostis.

Com a retirada da cláusula, Tini pôde elevar sua participação acima desse limite sem a necessidade de realizar uma OPA. A mudança ocorreu por meio da exclusão integral do Capítulo X do estatuto social e permite que acionistas ampliem suas participações sem acionar esse mecanismo.

Paralelamente, o GPA segue avançando na implementação de seu plano de recuperação extrajudicial, que envolve cerca de R$ 4,5 bilhões em dívidas.