Seus Direitos: associação cobra garantias para o fornecimento de GNV

Pro Teste afirma que é inaceitável que, após estimular o consumo, governo não garanta abastecimento

Por  Equipe InfoMoney -

SÃO PAULO – Após a declaração do ministro interino de Minas e Energia, Nelson Hubner, que recomendou durante uma entrevista coletiva que os motoristas não instalem o kit gás em seus carros, a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor Pro Teste solicitou à Presidência da República, ao Ministério e a Casa Civil que haja esclarecimento em relação à política de abastecimento do GNV (gás natural veicular).

A entidade afirmou que é inaceitável que, após estimular o consumo – referindo-se a políticas de incentivo que chegou a dar desconto de 75% no IPVA para quem convertesse o automóvel -, o governo não garanta o abastecimento ao consumidor brasileiro.

Vale ressaltar que, apesar de ter desestimulado novas conversões, o ministro garantiu que quem já tem o carro movido a GNV não ficará sem combustível.

Entenda o caso

Na primeira semana de novembro, a Petrobras reduziu em 17% o fornecimento de gás para as distribuidoras do Rio de Janeiro e de São Paulo. Com isso, a conversão de veículos movidos a outros combustíveis para o gás natural, que sempre foi sinônimo de economia para o bolso do consumidor, diminuiu drasticamente.

Conforme divulgou a Agência Brasil, os motoristas são incentivados a aderir ao gás natural com benefícios como a redução de até 65% nos custos para abastecer. Segundo o coordenador técnico da ABGNV (Associação Brasileira de Gás Natural Veicular), Antonio José Teixeira Mendes, a economia pode chegar a 70% dos custos com gasolina, quando se passa a usar o gás.

Problema longe de solução

Para o professor do Instituto de Geociências da Unicamp, Saul Suslick, até que as explorações do Espírito Santo e de Santos entrem em vigor, o que deve ocorrer em 2009, o consumidor “deverá sentir no bolso” os efeitos da queda da oferta de gás.

Isso por conta da obrigação contratual que a Petrobras tem com o Operador Nacional do Sistema de fornecer o combustível para o funcionamento de termelétricas.

Aumento

A Petrobras confirmou que, nos próximos dois anos, o gás natural ficará de 15% a 25% mais caro. A assessoria de imprensa da estatal, no entanto, não detalhou a partir de quando esse encarecimento será empregado ou sua efetiva causa.

Os impactos ao consumidor ainda não foram mensurados. Pelo menos por enquanto, a Fecombustíveis (Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes) afirmou que não é possível prever qual será o impacto dessa provável alta da tarifa nos preços cobrados pelo gás natural veicular.

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