Sete em dez consumidores não compreendem o extrato bancário

Segundo o Procon, 22,81% sempre têm dificuldade, enquanto 43,77% disseram passar pela situação às vezes

Por  Equipe InfoMoney -

SÃO PAULO – O extrato bancário não é algo de fácil entendimento para quase sete em cada dez consumidores. Pesquisa divulgada nesta quinta-feira (31) pela Fundação Procon de São Paulo mostrou que 66,68% dos entrevistados não compreendem os dados detalhados no documento.

Conforme o estudo, que questionou 337 internautas, especificamente, 22,81% sempre têm dificuldade ao analisar os lançamentos, enquanto 43,77% disseram passar pela situação às vezes. Na contramão, estão aqueles que nunca encontram dificuldade, somando 33,42%.

Conferência

Mesmo não compreendendo o documento muito bem, a maioria dos entrevistados (48,01%) afirmou que sempre confere as tarifas individuais ou de pacotes cobradas pelos bancos. Outros 31,03% disseram que o fazem às vezes (31,03%), enquanto 20,95% admitiram não possuir esse hábito.

Além disso, 51,99% disseram controlar seu orçamento doméstico, enquanto 38,99% falaram que às vezes o fazem e, outros 9,02%, que nunca.

Gastos

Diante dessas informações, é importante lembrar que dados do Banco Central mostram que a pessoa que não pesquisar os preços das tarifas bancárias pode gastar mais do que deveria. Para se ter uma idéia, quando o assunto são cobranças relativas à emissão de talão de cheque com 20 folhas, a diferença chega a ser de zero a R$ 7,20, de acordo com cada banco.

O maior valor, nesse caso, está no Unibanco. A gratuidade é vista no Banco do Brasil, Real, Itaú, Bradesco, Santander e HSBC. Com valores intermediários, estão a Caixa Econômica Federal (R$ 6,60), a Nossa Caixa (R$ 6) e o Safra (R$ 6).

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