Serviços pressionam mais inflação do que bens, revela Dieese

No primeiro trimestre, para uma inflação geral de 2,62%, taxa de serviços ficou em 3%, incentivada pelo mercado concorrencial

•

Publicidade

SÃO PAULO – Os serviços têm sido os grandes vilões da inflação neste ano, revelou o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) nesta quarta-feira (6).

Eles apresentaram uma inflação de 3% no primeiro trimestre, enquanto a média geral foi de 2,62%. Os bens, por sua vez, tiveram aumento de 2,3%.

Serviços do mercado concorrencial são os que mais pressionam os preços, já que apresentaram alta de 3,7% de janeiro a março, incentivados por alimentação fora de casa e mensalidades escolares.

Com o aumento das tarifas de transporte coletivo, os serviços públicos/administrados tiveram aumento de 3,2%, enquanto os oligopolizados tiveram alta de 0,5%.

Bens
O Dieese mostrou que os preços dos bens públicos/administrados foram os que mais pressionaram a inflação, com alta de 6,6%, devido à evolução dos valores dos combustíveis.

Em relação aos outros grupos, houve inflação de 1,6% em bens oligopolizados (em mercado dominado por um grupo de empresas) e de 1,5% nos do mercado concorrencial.

Continua depois da publicidade

O peso dos serviços na inflação é de 50,8%, enquanto os 49,2% restantes são referentes aos bens consumidos pelos brasileiros. Desde janeiro de 2005, a taxa do grupo serviços foi superior à dos bens, com exceção do ano de 2007.