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SÃO PAULO – O índice de inadimplência das empresas brasileiras aumentou 7,5% em outubro, ante o mês anterior, de acordo com o Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Jurídica, divulgado nesta quarta-feira (26).
Já no acumulado dos dez primeiros meses, houve uma ligeira queda de 0,3%, na comparação com igual período do ano passado, e no confronto entre outubro de 2008 com o mesmo mês de 2007, a taxa aumentou 9,2%.
Tipo de dívida
Analisando o período compreendido entre o primeiro e o décimo meses deste ano, os títulos protestados seguem liderando o ranking, com 41,8% de participação na inadimplência das empresas brasileiras. O percentual superou inclusive o registrado no mesmo período de 2007 (40,4%).
Na segunda colocação, aparecem os cheques sem fundos, com representatividade de 39%, no mesmo período. No ano passado, o peso na inadimplência desta categoria era quase igual, de 38,2%.
As dívidas com os bancos, por sua vez, representaram 19,2% do total nos dez primeiros meses do ano. No mesmo período de 2007, essa modalidade contribuía com 21,4% da inadimplência das empresas.
Valor das dívidas
Se o peso das dívidas com o sistema financeiro foi o menor no total da inadimplência, o mesmo não aconteceu com os valores destas ocorrências: a média dos débitos atingiu R$ 4.396,90 nos primeiros dez primeiros meses do ano, o que representa um crescimento de 7,3% frente ao mesmo período de 2007.
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Já a dívida média referente aos títulos protestados ficou em R$ 1.530,93 no período analisado (+3%, na mesma base comparativa). Os cheques sem fundos, por sua vez, registraram uma média de R$ 1.309,16 no período, sendo que houve avanço de 12,6, ante o período compreendido entre janeiro e outubro de 2007.
Análise da situação
Apesar da alta da inadimplência em outubro, na comparação com setembro, no acumulado do ano, mais uma vez, houve uma queda, embora desta vez ela tenha sido tímida. Para os técnicos da Serasa Experian, o crescimento da economia doméstica, financiado pelo consumo e pelo crédito, tem favorecido o fluxo de caixa das empresas durante a maior parte do ano, promovendo a pontualidade dos pagamentos (fornecedores, capital de giro e investimentos) e as quedas de inadimplência.
Já a alta significativa na comparação de outubro de 2008 com o mesmo mês do ano passado, de 9,2%, pode ter ocorrido por conta do crédito mais caro e mais seletivo, como primeiros sinais da crise no país.
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Por fim, a elevação da inadimplência na comparação mensal, de 7,5%, além das possíveis justificativas elencadas, conta com um efeito-calendário, pois outubro teve um dia útil a mais que setembro de 2008.
Metodologia
O Indicador Serasa de Inadimplência de Pessoa Jurídica, por analisar eventos ocorridos em todo o Brasil, reflete o comportamento da inadimplência em âmbito nacional. O modelo estatístico de múltiplas variáveis considera as variações registradas no número de cheques sem fundos, títulos protestados e dívidas vencidas com as instituições financeiras. A divulgação é mensal.