Seis em dez compras para o Dia das Crianças foram parceladas

Segundo a Serasa, crédito e promoções estimularam consumidores a comprarem quase 7% a mais neste ano

Por  Equipe InfoMoney -

SÃO PAULO – Com promoções lançadas pelos comércios e, principalmente, por conta da facilidade de liberação do crédito, consumidores paulistas compraram quase 7% a mais para presentar no Dia das Crianças, tomando como base o mesmo período do ano passado. Praticamente seis em cada dez vendas foram fechadas na modalidade a prazo.

De acordo com Carlos Henrique Almeida, diretor econômico da Serasa, 43% das negociações foram pagas à vista. “No caso de cheque, o parcelamento ocorreu mais em quatro vezes, enquanto que, no cartão de crédito, ficou em três vezes e, no crediário, em seis”, explicou. O valor médio do gasto é difícil de precisar. “Os itens vendidos variaram muito neste ano”, adicionou.

Opção de compra

Segundo a Serasa, quase 60% das compras se referiram a brinquedos, enquanto jogos eletrônicos e celulares, juntos, somaram 24%. “Esses produtos são pagos normalmente no crediário, por terem um valor agregado maior”, resumiu o diretor.

Almeida lembrou ainda que a cultura do financiamento ganha espaço entre os compradores de forma tão acentuada que até compras de pequeno valor passam a ser parceladas. “De janeiro a agosto, na comparação com o ano passado, houve expansão de 22% na liberação do crédito, enquanto que a inadimplência, na mesma base comparativa, caiu 1,1%%, contou.

Educação x alongamento das parcelas

Esse cenário é resultante, além da maior educação do consumidor quanto ao uso desses empréstimos do varejo, do alongamento das parcelas. “Mas apesar disso ser positivo é importante que as pessoas não se percam em suas obrigações, deixando acumular um monte de pagamentos.”

Já de olho em uma possível inadimplência, o comércio promete vir com tudo nas promoções e em mais facilidades de compra para o Natal. “Provavelmente vai se repetir o cenário do ano passado, no qual o primeiro pagamento das parcelas deverá ser feito só depois do Carnaval”, disse. A idéia é dar mais fôlego para o consumidor, que ficará até o início de 2008 pagando o presente do Dia das Crianças.

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