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SÃO PAULO – De acordo com o quarto levantamento anual de preços dos supermercados brasileiros feito pela Pro Teste – Associação de Consumidores, o consumidor de São Paulo que não faz questão de marca é o que paga mais barato na hora das compras no supermercado: cerca de R$ 136,53.
A Associação pesquisou, entre fevereiro e março deste ano, 1.010 estabelecimentos de 13 cidades brasileiras e simulou duas cestas de compras, que equivalem a dois perfis de consumidor: uma com 100 produtos de marca e outra com 86 sem marca, cujos preços são menores.
No Rio de Janeiro, a cesta de produtos sem marca atingiu R$ 389,59, quase três vezes mais do que a média paulista. Segundo a Pro Teste, nos preços estão incluídos os impostos que incidem sobre bens alimentícios, como o ICMS, que variam de estado para estado e afetam o peso da compra da mesma cesta no bolso dos consumidores.
Produtos de marca
Se o Rio de Janeiro foi a cidade mais cara para quem não faz questão de produtos de marca, para os que se importam, a cidade oferece a cesta mais em conta, de R$ 212,37, desbancando Salvador, que tinha a cesta mais barata de produtos de marca em 2007.
A capital baiana, por sua vez, além de perder o posto de mais barata, foi a que ficou com a cesta mais cara de produtos de marca, de cerca de R$ 314,39. Em um ano, a cesta baiana encareceu 12,67%.
Paraná foi o estado que apresentou menor variação (9,43%). Os outros ficaram da seguinte maneira: Santa Catarina (10,02%), São Paulo (10,71%), Distrito Federal (10,99%), Minas Gerais (11,17%), Pernambuco (11,46%), Rio Grande do Sul (12,40%) e Rio de Janeiro (13,01%).
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Outras constatações
Segundo a entidade, mesmo tendo passado o período em que o consumidor enfrentou preços mais altos, a pesquisa de preços ainda é fundamental. Os preços nos supermercados das principais cidades brasileiras variam tanto, que, conforme o levantamento, o simples ato de atravessar a rua pode representar economia de centenas de reais por ano.
Quando a pesquisa é ampliada e passa a incluir as lojas de conveniência, a economia anual pode chegar a R$ 2,7 mil.