Santander, Vale, Movida, Copasa e mais ações para acompanhar nesta 3ª

Veja os principais destaques do noticiário corporativo desta terça-feira (13)

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O radar corporativo desta terça-feira (13) traz o anúncio de R$ 1,5 bilhão em juros sobre capital próprio (JCP) pelo Santander Brasil (SANB11), além da divulgação de indicadores operacionais da Copasa (CSMG3) referentes ao terceiro trimestre.

Também ficam no radar a Vale (VALE3), após esclarecimentos sobre a saída de um ex-conselheiro, a Raízen Energia, que avançou em seu processo de listagem na B3, e a Movida (MOVI3), que reportou lucro recorde em sua prévia operacional do terceiro trimestre.

Confira mais destaques:

Santander Brasil (SANB11)

O Conselho de Administração do Santander Brasil aprovou a distribuição de R$ 1,5 bilhão em juros sobre capital próprio (JCP), sujeita à ratificação pela Assembleia Geral Ordinária de 2027.

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Após a retenção do imposto de renda na fonte, o montante líquido a ser distribuído aos acionistas será de R$ 1,237 bilhão. Terão direito ao provento os acionistas com posição acionária ao fim do pregão de 20 de outubro de 2026, enquanto as ações passarão a ser negociadas na condição “ex-JCP” a partir de 21 de outubro.

O pagamento será realizado a partir de 9 de novembro de 2026 e será integralmente imputado aos dividendos obrigatórios referentes ao exercício de 2026.

O valor bruto por ação corresponde a R$ 0,19095423791 para ações ordinárias, R$ 0,21004966171 para ações preferenciais e R$ 0,40100389962 por Unit.

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Copasa (CSMG3)

A Copasa informou que manteve a trajetória de expansão de sua base de clientes no terceiro trimestre de 2026. O número de economias de água cresceu 1,5% na comparação anual, enquanto as economias de esgoto avançaram 2,5%, considerando os dados consolidados da controladora e das subsidiárias Copanor e Patos Saneamento.

O volume medido de água atingiu 174,5 milhões de metros cúbicos, alta de 1,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já o volume de esgoto somou 123,8 milhões de metros cúbicos, crescimento de 3,6%.

A companhia também registrou expansão nas ligações de água e esgoto, enquanto o período médio de consumo permaneceu praticamente estável, passando de 92,1 para 92,2 dias.

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Vale (VALE3)

A Vale informou que a destituição de Marcelo Gasparino da Silva dos cargos de membro e vice-presidente do Conselho de Administração ocorreu após investigação conduzida por escritório jurídico externo independente identificar vazamento deliberado de informações confidenciais e não públicas relacionadas a uma reunião do colegiado realizada em junho.

Segundo a companhia, a decisão acompanhou recomendações da Diretoria de Auditoria e Conformidade e do Comitê de Auditoria e Riscos, mas não chegou a ser submetida aos acionistas em razão da renúncia voluntária apresentada por Gasparino em julho.

A mineradora afirmou ainda que o ex-conselheiro teve oportunidades de apresentar sua defesa durante o processo e destacou que ele próprio teria admitido o envio de documentos internos a um analista de mercado.

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Além disso, a Vale informou que colabora com procedimento administrativo instaurado pela CVM sobre o caso e que adotará as medidas cabíveis para resguardar seus direitos.

Raízen Energia

Em assembleia geral realizada em 9 de outubro, os acionistas da Raízen Energia aprovaram, por unanimidade, a submissão à B3 dos pedidos de listagem da companhia como sociedade por ações, de registro de emissor e de autorização para negociação de seus valores mobiliários no segmento Nível 2 de Governança Corporativa.

Também foram aprovados os pedidos para negociação das ações ordinárias, ações preferenciais e Units da companhia na bolsa.

Os acionistas autorizaram ainda que o Conselho de Administração e a Diretoria adotem todas as medidas necessárias para implementação das deliberações aprovadas.

Movida (MOVI3)

A Movida anunciou lucro líquido de R$ 152,1 milhões no terceiro trimestre de 2026, resultado 117% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior e acima do guidance da companhia. Segundo a empresa, trata-se do maior lucro trimestral dos últimos quatro anos.

A receita bruta consolidada somou R$ 4,18 bilhões entre julho e setembro, crescimento de 3,5% na comparação anual, com destaque para o recorde de R$ 2,7 bilhões em receita bruta de locação. O Ebitda alcançou R$ 1,80 bilhão no trimestre, avanço de 21,4% sobre o mesmo período de 2025.

Os números divulgados pela companhia são preliminares e ainda não passaram por auditoria.

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Camille Bocanegra
Mercados | Mundo | Onde Investir

Camille é jornalista do InfoMoney e atua como repórter de mercados e do Ibovespa Ao Vivo, cobrindo ações brasileiras e internacionais, além de acompanhar o mercado de câmbio. Antes disso, trabalhou na divisão editorial do Research da XP e possui graduação em Direito.