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O Santander Brasil está confiante na retomada do crescimento da sua rentabilidade, após o primeiro trimestre mostrar um declínio no retorno sobre o patrimônio (ROE) para 16%, afirmou nesta quarta-feira o presidente-executivo do banco, Mario Leão.
‘Temos bastante segurança de que esse ROE volta a ter uma direção de crescimento ao longo do ano’, afirmou o executivo, em coletiva de imprensa, após o banco reportar seu resultado do primeiro trimestre do ano mais cedo.
Ao fazer um balanço sobre seu período como CEO do banco, ele garantiu que o Santander Brasil terá neste ano um lucro maior do que em 2021, quando ele assumiu o cargo.
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‘Te garanto, nós vamos ter um lucro anual maior do que 2021, o ROE ainda não, o ROE possivelmente a gente vai ter que esperar até 2028’, afirmou, acrescentando que se sente também ‘dono do lucro inteiro de 2026’.
O Santander Brasil divulgou em março que Leão deixará o cargo até julho. Ele será substituído por Gilson Finkelsztain, atualmente presidente-executivo da B3.
Mais cedo nesta quarta-feira, o banco reportou lucro líquido gerencial de R$3,79 bilhões no primeiro trimestre, um recuo de 1,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, em desempenho abaixo do esperado pelo mercado.
Na visão de analistas do Citi, embora o Santander Brasil continue apresentando resiliência nas receitas principais, custos disciplinados e uma gestão de riscos prudente, a combinação de pressão sobre a qualidade dos ativos e um ROE mais baixo sugere espaço limitado para expansão da rentabilidade no curto prazo.
As ações do banco caíam 0,7% na abertura do mercado.
(Por Paula Arend Laier; edição Michael Susin)