Destaques da Bolsa

Santander dispara, Vale e construtoras afundam e Petrobras avança; veja destaques

Confira os principais destaques da Bovespa na sessão desta terça-feira (28)

SÃO PAULO – Após virar para o positivo durante a tarde, o Ibovespa sustentou os ganhos e fechou com alta de 0,50%, aos 55.812 pontos nesta terça-feira (28), puxado pela recuperação dos papéis da Petrobras e bancos. As ações da Vale, por sua vez, seguiram em forte queda. Do lado positivo, destaque para o Santander, que liderou os ganhos do índice após balanço do primeiro trimestre, enquanto os papéis do setor de construção civil caíram forte antes da decisão da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária).

Confira abaixo os principais destaques da Bovespa nesta terça-feira (28):

Vale (VALE3, R$ 22,55, -3,88%; VALE5, R$ 18,55, -0,38%
As ações da Vale, que esboçaram ter nova sessão de ganhos, dando continuidade à forte disparada iniciada na quarta-feira, viraram para queda ainda durante a manhã. No caso das ações ordinárias, essa é a primeira queda em quatro pregões, quando subiram 32%. Apesar do movimento, o preço do minério de ferro, que vinha guiando os papéis nos últimos dias, fechou em alta de 0,9% hoje, a US$ 59,20. Acompanham o movimento de correção as ações da Bradespar (BRAP4, R$ 12,01, -0,33%), holding que detém participação na mineradora.  

Petrobras (PETR3, R$ 13,63, 0,00%; PETR4, R$ 12,78, +1,59%
As ações da Petrobras, que operavam em fortes quedas, ganharam força e fecharam no positivo. Na mínima do dia, eles chegaram a cair 5,8%. Ontem, a agência de classificação de risco Moody’s confirmou os ratings da Petrobras e mudou a perspectiva da nota da estatal para “estável”, que estava “sob revisão”, eliminando o risco de um novo rebaixamento no curto prazo, após a estatal ter divulgado seu balanço auditado do ano passado.

Segundo reportagem da Folha de S. Paulo de hoje, a Petrobras vai rever seu plano de negócios após queda do preço do petróleo. Hoje, o presidente da estatal, Aldemir Bendine, e o diretor financeiro, Ivan Monteiro, participam de audiência pública das Comissões de Infraestrutura e de Assuntos Econômicos do Senado às 10h, em Brasília.

Siderúrgicas
Na mesma toada da Vale, as ações das siderúrgicas viraram para queda: Usiminas (USIM5, R$ 5,93, -4,97%), Gerdau (GGBR4, R$ 10,12, -0,69%) e CSN (CSNA3, R$ 7,89, -0,25%). A CSN é a ação do setor que mais subiu nos últimos dias, acumulando alta de 33% em cinco pregões. 

Fibria (FIBR3, R$ 41,17, +2,03%) e Suzano (SUZB5, R$ 14,34, +2,43%)
As ações da Fibria e Suzano – ambas do setor de papel e celulose – viraram para alta após forte queda nesta manhã com a recuperação do dólar. Como as empresas tem o perfil exportador, movimentos de queda da moeda tendem a penalizar suas ações já que têm impacto direto em suas receitas. Para o diretor técnico da Wagner Investimentos, José Faria Júnior, o dólar tem espaço para cair até a faixa de R$ 2,83 e R$ 2,85. 

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Construtoras
Os papéis do setor de construção civil caíram um dia antes do desfecho da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) que teve início nesta terça-feira. As expectativas são de alta da Selic em 0,5 ponto percentual, para 13,25% ao ano. A alta da taxa de juros afeta a demanda por financiamento de imóveis o que, consequentemente, penaliza as empresas do setor. Entre as maiores quedas do Ibovespa, Gafisa (GFSA3, R$ 2,58, -3,73%), Cyrela (CYRE3, R$ 12,45, -3,04%), Even (EVEN3, R$ 4,77, -4,60%) e MRV Engenharia (MRVE3, R$ 8,35, -2,91%). 

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Santander (SANB11, R$ 16,00, +5,40%
O lucro líquido societário do Santander Brasil cresceu 32% no primeiro trimestre do ano em relação ao mesmo período de 2014, para R$ 684 milhões. A carteira de crédito atingiu R$ 258,14 bilhões, avanço de 15,3% na comparação anual. O índice de inadimplência acima de 90 dias ficou em 3%, queda de 0,8 ponto percentual ano contra ano. Em teleconferência sobre o resultado, o diretor de relações com investidores do banco, Angel Santodomingo, disse que a qualidade do crédito está sob controle e que o ambiente econômico brasileiro é complexo. 

BicBanco (BICB4, R$ 7,49, +0,13%)
O BicBanco cobra R$ 67 milhões da Engevix, grupo envolvido na Operação Lava Jato, na Justiça, segundo O Estado de S. Paulo, oficializando assim o primeiro caso de inadimplência do grupo. Parte do montante é cobrada diretamente da Engevix e outra parte da Ecovix, que tem como sócio o fundo de pensão da Caixa (Funcef) e é a empresa dona do estaleiro do Rio Grande.

BR Properties (BRPR3, R$ 11,67, +0,60%)
O BTG Pactual (BBTG11) ameaça cancelar a OPA (Oferta Pública de Aquisição) de ações da BR Properties na CVM (Comissão de Valores Mobiliários), informou o Valor. A Superintendência de Relações com Investidores Institucionais da CVM pediu que seja realizada assembleia geral dos cotistas do BC Fund para deliberar sobre a participação na OPA.

BB Seguridade (BBSE3, R$ 35,02, +1,51%)
A BB Seguridade foi rebaixada ontem pelo Credit Suisse de outperform (acima da média do mercado) para neutro com um preço-alvo de R$ 36,00 por ação. 

M.Dias Branco (MDIA3, R$ 87,50, +0,42%)
A M.Dias Branco teve lucro líquido consolidado de R$ 125,4 milhões no primeiro trimestre de 2015, 5,1% a menos que no mesmo período do ano passado. O Ebitda caiu 5,5% na comparação anual e ficou em R$ 171,6 milhões. Já a margem Ebitda recuou 0,2 ponto percentual no trimestre para 16,6%. A receita líquida da empresa caiu 4,4%, para R$ 1,03 bilhão. Segundo o Itaú BBA, os destaques negativos foram a receita fraca e as despesas gerais e administrativas mais elevadas, impulsionadas por uma queda nos volumes vendidos, consequência da reconstituição de estoques de bens finais e economia fraca. O destaque positivo foi o custo mais baixo de matérias-primas, avaliou a corretora. 

Duratex (DTEX3, R$ 8,76, -0,34%)
A Duratex, empresa de insumos para a construção civil e marcenaria Duratex, teve lucro líquido de R$ 68,5 milhões no primeiro trimestre, queda de 57,5% ante igual período do ano anterior. Por sua vez, o lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) totalizou R$ 258 milhões de janeiro a março, uma baixa de 25,5% contra igual período de 2014.

Souza Cruz (CRUZ3, R$ 26,00, +0,04%)
A Souza Cruz mostrou lucro líquido de R$ 469,4 milhões nos primeiros três meses de 2015, uma alta de 3,1% na comparação com o mesmo período do ano passado. O crescimento do lucro refletiu a menor taxa efetiva de imposto de renda. A companhia pagou menos impostos sobre o lucro, depois de abater o subsídio fiscal das suas operações em Cachoeirinha, na região metropolitana de Porto Alegre, e da Usina de Processamento de Fumo de Santa Cruz do Sul. O Bank of America Merrill Lynch disse que o resultado foi fraco, com forte contração no volume de cigarros, citando que os desafios para a companhia iniciaram em 2015. Já a Guide Investimentos comentou que os números vieram em linha e o balanço em si não deveria provocar grandes reações do mercado já que investidores aguardam por definições sobre a OPA (Oferta Pública de Aquisição) de ações.  

Para o analista independente Flávio Conde, os investidores devem ficar de olho na divulgação da reavaliação do preço da oferta, que deve ficar pronta até 9 de maio. Ele acredita que o novo valor ser elevado entre 10% e 15%, indo para uma faixa entre R$ 28,60 e R$ 29,90. O preço da oferta estava em R$ 26,13 e as ações fecharam a última segunda-feira (27) a R$ 25,99. Vendo esse potencial de alta, Conde recomenda compra do papel. 

  • A variação de todas as ações da Bovespa estão disponíveis em tempo real no site do InfoMoney; para conferir, clique aqui

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