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Santander contrata Credit por ativos do Citi; chineses querem acordo bilionário com Vale e mais notícias

Confira os destaques do noticiário corporativo desta sexta-feira (19)

SÃO PAULO – A sexta-feira (19) começa movimentada, com grande destaque para o progresso do Citi na venda de ativos no País e um possível acordo bilionário da Vale com companhia chinesa. Confira os destaques do noticiário corporativo nesta sexta:

Santander
O Santander (SANB11) contratou o Credit Suisse para comprar os ativos no Citi no país e o Lazard para operação na Argentina, segundo disseram fontes à Bloomberg. O Itaú Unibanco (ITUB4) e Safra também fizeram proposta pelos ativos no Brasil, mas o Itaú não fez proposta por ativos de Colômbia e Argentina, enquanto o Santander não fez proposta pelos ativos da Colômbia. 

O Santander não respondeu imediatamente aos pedidos de comentários e o Credit Suisse, Citi, Itaú, Safra e Lazard não quiseram comentar. O Citi afirmou que espera anunciar venda de ativos no Brasil, Argentina e Colômbia em 1 mês. 

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Gol
Os investidores em títulos de dívida que se recusaram a dar alívio à dívida da Gol (GOLL4) estão agora sendo recompensados. Os títulos perpétuos da emissão de US$ 200 milhões da Gol tiveram alta de 64% desde 1 de julho, quando a companhia finalizou uma reestruturação de dívida aceita por apenas 22% dos credores. 

O acordo, que pedia aos credores para conceder um perdão de até 55% da dívida, ficou muito abaixo do índice de 95% de aceitação desejado pela companhia. Mesmo sem conseguir a adesão dos credores que queria, a Gol está recuperando a confiança do investidor desde que anunciou que iria cortar sua frota em 11% até o fim do ano e depois de registrar seu segundo lucro trimestral consecutivo graças à valorização da moeda brasileira

O ganho de 22% do real neste ano e a queda nos custos do combustível de aviação estão compensando o recuo na receita provocado pela recessão na economia brasileira. “Olhando para trás, parece que não aceitar a oferta pode ter sido a melhor decisão”, disse Jorge Piedrahita, presidente da corrretora Torino Capital, de Nova York. “Naquele momento, a incerteza era grande”. 

Em uma teleconferência com analistas nesta semana, o presidente da Gol, Paulo Kakinoff, disse que a companhia está gerando caixa suficiente para atender o serviço de dívida em 2016. 

Petrobras
A Petrobras (PETR3;PETR4) e YPF compraram 67% da concessão Rio Neuquen da Pampa. O Conselho da Petrobras Argentina, unidade da Pampa Energia, aprovou a venda de sua participação na concessão Rio Neuquen para a Petrobras e a YPF, segundo comunicado ao mercado. A Petrobras e YPF terão 33,6% e 33,33% da concessão, respectivamente. 

As empresas vão desenvolver em conjunto concessões de gás natural na bacia de Neuquen. A joint venture planeja investir US$ 500 milhões em 5 anos. A Petrobras também está comprando 100% do Colpa Caranda da unidade Pampa na Bolívia. O Conselho da Pesa também aprovou fusão com controlador Pampa Energia, segundo o comunicado. As aquisições fazem parte do acordo para a venda da participação da Petrobras na Pesa para a Pampa.

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Vale
A China Investment Corp., fundo soberano de US$ 814 bilhões, lidera grupo de investidores chineses em conversas por um acordo multibilionário de streaming de minério de ferro com a Vale (VALE3;VALE5), disseram pessoas familiarizadas com o assunto para a Bloomberg. O Consórcio chinês negocia a compra potencial de uma parte da produção futura de minério da Vale por até 30 anos, disseram 2 das pessoas, pedindo para não serem identificadas porque a informação é privada.

A Vale poderia antecipar cerca de US$ 9 bi em recursos com a venda, disse uma pessoa. Nenhum acordo foi fechado e negociações podem não resultar em uma transação, de acordo com as pessoas. Algumas companhias chinesas e tradings japonesas também mantiveram discussões com a Vale sobre possíveis acordos, incluindo aquisição de fatia minoritária em ativos brasileiros de minério da Vale, disseram as pessoas. Uma transação de streaming permitiria ao CIC, controlado pelo governo do maior importador mundial de minério de ferro, lucrar com uma recuperação dos preços das commodities sem ter de arcar com todos os riscos operacionais associados às minas. 

A Vale, que disse que tentará levantar cerca de US$ 10 bilhões no próximo ano, receberia recursos imediatamente, enquanto permaneceria no comando dos valiosos ativos. A assessoria de imprensa do CIC não retornou telefonemas em busca de comentários e não respondeu imediatamente a perguntas enviadas por fax. O representante da Vale não retornou telefonemas e pedidos de comentários por e-mail fora do horário comercial.

Vale ressaltar que, atendendo a pedido do MPF (Ministério Público Federal), o Tribunal Regional Federal da 1ª Região anulou a homologação judicial do acordo firmado entre União, os estados de Minas Gerais e do Espírito Santo e a empresa Samarco e suas acionistas, Vale e BHP Billiton, para a recuperação da bacia do Rio Doce após rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), em novembro de 2015. Com a anulação do acordo, a Ação Civil Pública 69758-61.2015.4.3400 deverá ser julgada pela 12ª Vara Federal da Seção Judiciária de Minas Gerais. A Vale divulgou uma nota para investidores na manhã de quinta-feira em que diz que o “acordo celebrado com as Autoridades Brasileiras em 2 de março de 2016 (Acordo) no âmbito da referida ação civil pública continua válido e as partes continuarão a cumprir com as suas obrigações lá previstas”. A mineradora informou que o valor do acordo firmado em março entre as mineradoras, a União e os estados de Minas Gerais e do Espírito Santo foi mantido em R$ 20,2 bilhões. 

Klabin
A Klabin (KLBN11) teve aval do Cade à cisão de ativos da Vale do Corisco sem restrições, segundo despacho publicado

no Diário Oficial. A Klabin é detentora de 51%, enquanto Arauco detém participação minoritária de 49% no capital social da Vale do Corisco, adquirida pelas 2 companhias em 2011. “As parcelas da florestas e outros ativos detidos em conjunto por meio da Vale do Corisco passarão ao controle direto e unitário da Arauco e Klabin, respectivamente”. A empresa comprou área florestal no Paraná por US$ 473,5 milhões.

Oi
O grupo de credores da Oi (OIBR4) liderado por ACGM, que representa 20 hedge funds e fundos de private equity, está montando um plano de recuperação para a operadora, diz presidente da ACGM, Carlos Abadi, em entrevista por telefone para a Bloomberg. O grupo planeja apresentar plano de recuperação revisto para a empresa.

Segundo a lei brasileira, somente a empresa pode apresentar um plano de recuperação, diferente do que ocorre nos EUA, onde qualquer credor pode apresentar um plano, diz Abadi.

“Queremos apresentar um plano revisto para consideração do conselho e convencê-los que o nosso plano é o melhor para a empresa e para os credores”. “O conselho tem o dever de fazer o que é melhor para a empresa, e acreditamos que isso significa adotar o nosso plano”. O grupo, autointitulado “Consórcio Oi ”, disse na quinta-feira que escritórios de advocacia Felsberg Advogados e Morrison & Foerster se associaram à equipe, que, além do banco de investimentos ACGM, com sede em Nova York, tem ainda a consultoria de reestruturação Íntegra Associados, e dois executivos do setor de telefonia: João Cox, ex-chefe da unidade brasileira da América Móvil SAB, e Mario Cesar Araújo, ex-diretor executivo da Tim Participações. A Oi não quis comentar.

Ser
A Ser (SEER3) teve a recomendação elevada de manutenção para compra pelo Santander. O preço-alvo para 2017 foi elevado de R$ 17,50 para R$ 20,00.

Eletropaulo
De acordo com o Valor Econômico, a Eletropaulo (ELPL4) está confiante de que vai conseguir uma vitória, ainda neste ano, na disputa judicial envolvendo a Eletrobras (ELET6) e a Transmissão Paulista (TRPL4), que já dura 28 anos e pode chegar a R$ 2,5 bilhões nas contas da estatal. A distribuidora de energia paulista, no entanto, não descarta um acordo para encerrar definitivamente o impasse e minimizar os danos, caso a Justiça decida contra a empresa. 

As empresas elétricas travam uma disputa bilionária que remonta a outubro de 1986, quando a Eletropaulo ainda era controlada pelo estado de São Paulo. A disputa envolve o pagamento de saldo de empréstimo contratado entre a Eletropaulo e a Eletrobras

Light
A Light (LIGT3) avalia a possibilidade de aderir ao termo aditivo de contrato de concessão da companhia, cujo modelo foi aprovado na última terça-feira pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), diz o Valor. A empresa, contudo, vai analisar se as metas de qualidade exigidas pela autarquia são viáveis do ponto de vista econômico e operacional.

BrasilAgro
A BrasilAgro (AGRO3) informou que Julio Toledo Piza renunciou ao cargo de diretor presidente e de relações com investidores da companhia. Neste mesmo ato, o Conselho de Administração designou André Guillaumon e Gustavo Javier Lopez para ocupar os cargos de diretor presidente e diretor de relações com investidores, respectivamente. Desta forma, o André Guillaumon passará a cumular os cargos de diretor presidente e diretor de operações e Gustavo Javier Lopez passará a cumular os cargos de diretor administrativo e diretor de relações com investidores.

IdeiasNet
A IdeiasNet (IDNT3) informou o cancelamento da AGE (Assembleia Geral Extraordinária) de 31 de agosto sobre reestruturação regulatória. “A companhia esclarece que o cancelamento da convocação da AGE se deve à necessidade de adaptação da reestruturação regulatória de modo a contemplar as orientações formuladas pelas áreas técnicas da Comissão de Valores Mobiliários”, afirmou a companhia.

(Com Bloomberg e Agência Estado)