Balanço do Santander

Santander Brasil tem lucro gerencial de R$ 3,9 bilhões no 3º tri, alta anual de 5,3%; companhia anuncia JCP

Número veio acima das projeções dos analistas

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O Santander Brasil (SANB11) divulgou nesta terça-feira lucro líquido acima do esperado para o terceiro trimestre, com ganhos em operações no mercado elevando a margem financeira, apesar da crise desencadeada pelo coronavírus.

O lucro líquido gerencial alcançou R$ 3,9 bilhões nos três meses encerrados no final de setembro, alta de 5,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, de 82,7% na comparação com o segundo trimestre e 47% superior a estimativas do mercado compiladas pela Refinitiv.

Já o lucro líquido societário foi de R$ 3,81 bilhões no terceiro trimestre de 2020. Em comparação ao segundo trimestre deste ano, o número teve uma alta de 88,2%. Já na base anual, a alta foi de 5,6%.

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No acumulado dos primeiros nove meses do ano, contudo, o lucro líquido societário do banco atingiu R$ 9,61 bilhões, queda de 7,9% na comparação anualizada. O lucro líquido gerencial entre janeiro e setembro foi de R$ 9,89 bilhões, queda de 8,6% na comparação com o mesmo período de 2019.

As despesas líquidas com provisões para devedores duvidosos (PDD) foram de R$ 2,916 bilhões, queda de 12,5% ante o trimestre anterior e alta de 3,4% em relação ao terceiro trimestre de 2019.

A carteira de crédito teve expansão de 3,8% na mesma base de comparação, para R$ 397,38 bilhões, enquanto o retorno (ROE) subiu para 21,2% no terceiro trimestre, de 12% nos três meses anteriores. A previsão média compilada pela Refinitiv era de 15,45%.

“Nesse trimestre destacamos a retomada da atividade comercial, resultado do engajamento dos colaboradores e de nossa rápida adaptação ao cenário atual. Dessa forma, no âmbito de riscos, registramos um crescimento da carteira de crédito, em ambas as comparações, com destaque para o avanço no varejo. Esse desempenho é acompanhado por indicadores de qualidade, em patamares controlados”, afirma o banco, no relatório.

Os ativos totais atingiram R$ 982,222 bilhões ao final de setembro de 2020, expansão de 17,1% em relação a igual trimestre do ano passado e queda de 0,6% sobre o número do trimestre anterior. O patrimônio líquido alcançou R$ 76,766 bilhões no mesmo período. Desconsiderando o saldo do ágio, o patrimônio líquido foi de R$ 74,839 bilhões, alta de 3,3% ante o segundo trimestre.

As receitas totalizaram R$ 52,038 bilhões nos nove meses de 2020, crescimento de 5,7% em doze meses e queda de 3,1% em três meses. “Destacamos, nesse trimestre, a retomada da transacionalidade pelos clientes, impulsionando as comissões. Em paralelo, seguimos com a estratégia de trazer a industrialização para o nosso negócio, colaborando para o aumento da produtividade, e que pode ser refletida em nosso índice de eficiência, atingindo o melhor patamar histórico em nove meses”, explica o banco.

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O índice de inadimplência dos empréstimos de 90 dias caiu 0,3 ponto percentual, para 2,1%, embora o indicador de curto prazo ter aumentado 0,4 ponto percentual. Isso mostra os primeiros sinais de como consumidores e empresas estão lutando para pagar dívidas após o término dos períodos de carência.

O banco está mais exposto a empréstimos ao consumidor do que seus pares do setor privado, mas provisionou menos que seus rivais.

A carteira de crédito cresceu 3,8% no trimestre, impulsionada por linhas de crédito a pequenas empresas, parcialmente garantidas pelo governo, e por financiamentos de veículos e imobiliário.

Sergio Rial, presidente do Santander Brasil, disse em um comunicado que o resultado demonstra uma boa capacidade do banco de gerir empréstimos problemáticos, apesar da crise. Além disso, a unidade brasileira do banco espanhol reduziu o quadro de funcionários em 1.200 pessoas em relação ao segundo trimestre.

O lucro global do Banco Santander no terceiro trimestre caiu 18% em relação ao ano anterior, disse o banco na terça-feira, acrescentando pretende fazer uma economia de custos adicional de 1 bilhão de euros na Europa até 2022.

Pagamento de proventos

Vale destacar que o conselho de administração do Santander Brasil aprovou, na véspera, por unanimidade, o pagamento bruto de R$ 1 bilhão em juros sobre o capital próprio (JCP). Descontado o Imposto de Renda, o valor líquido é de R$ 850 milhões a serem distribuídos.

Em termos líquidos, cada acionista receberá R$ 0,10859906709 por ação ordinária (SANB3); R$ 0,11945897381 por papel preferencial (SANB4); e R$ 0,22805804089 por unit (SANB11), com exceção dos investidores imunes e/ou isentos.

Têm direito ao pagamento acionistas com posição na companhia no final do dia 04 de novembro de 2020. Assim, a partir do dia 5 de novembro, as ações do Santander Brasil passam a ser negociadas na forma de Ex-JCP.

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(Com informações de Reuters e Agência Estado)

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