Santander: Ações cíclicas domésticas podem oferecer boas oportunidades em 2026

Banco vê potencial de crescimento para construtoras do setor de baixa renda

Erick Souza

Unidades habitacionais do Minha Casa, Minha Vida (Foto: Ricardo Stuckert/Agência Brasil)
Unidades habitacionais do Minha Casa, Minha Vida (Foto: Ricardo Stuckert/Agência Brasil)

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Depois da liquidação em dezembro de ações cíclicas domésticas, o Santander tem apostado em um cenário mais positivo para janeiro do próximo ano. A expectativa do banco é que, com a passagem dos ruídos políticos e a pressão sobre o câmbio, o cenário se reverta.

Com isso em vista, os analistas atualizaram suas recomendações de portfólio para o ano que vem, dando ênfase para companhias que “conseguem se adaptar e crescer mesmo em períodos difíceis”, conforme o relatório.

Por esse motivo, o banco aumentou o posicionamento para a Cyrela e Direcional em +1 ponto percentual (pp) e reajustou para baixo a posição do Mercado Livre, em -2 pp. Todas as companhias continuam com recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado, equivalente à compra).

Virada de página em 2026

Um dos principais setores afetados pela liquidação no final do ano foi o das construtoras voltadas à empreendimentos de baixa renda, como as envolvidas no programa Minha Casa, Minha Vida.

Mesmo com o fenômeno no último mês e do cenário político mais amplo (que vem deixando alguns analistas receosos para o ano que vem), o banco aposta na demanda resiliente do setor como um dos fatores de melhora. Em resposta à essa movimentação, o Santander aumentou sua exposição aos papéis da Direcional e Cyrela.

De acordo com o Santander, uma série de fatores deve entrar em conformidade para uma expansão positiva no início do ano. Em primeiro lugar, o mercado tem sido impactado pelos fluxos extraordinários de dividendos de fim de ano. Essa movimentação afeta diretamente o dólar/real — e devem ser superados logo após a virada de ano.

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A expectativa otimista ainda vê um aumento nos fluxos estrangeiros para as ações brasileiras e mercados emergentes em janeiro ao mesmo tempo em que prevê o início do ciclo de afrouxamento do Banco Central para a inflação.