Saiba como calcular a rentabilidade dos CDB pré ou pós fixados

Taxas praticadas variam de acordo com as instituições, com o valor aplicado e com o prazo de aplicação

Publicidade

SÃO PAULO – As últimas elevações da taxa básica de juro, a Selic, têm levado muitos investidores a apostar na renda fixa como uma opção segura, aliada a ganhos bastante elevados. Além dos fundos de renda fixa, fundos DI e a compra de títulos públicos direto do Tesouro Nacional, o investidor pode optar por aplicar em Certificados de Depósito Bancário, os CDB.

Há algumas semanas, expusemos aqui as principais características desse tipo de aplicação, ressaltando o fato de haver dois tipos de CDB: o CDB prefixado, cujas taxas de juros praticadas são definidas no momento da aplicação; e o CDB pós-fixado, que paga como juros um percentual do CDI (taxa praticada entre os bancos).

CDB Prefixado

O CDB prefixado é interessante para investidores que preferem ter certeza do quanto vão receber de juros no final do período de aplicação. Esta modalidade também é interessante quando se acredita que as taxas de juros de mercado cairão nos próximos meses. As taxas de juros praticadas pelos bancos variam de acordo com o valor da aplicação e com o tempo que o dinheiro permanece aplicado.

Para que se tenha uma idéia, uma aplicação de aproximadamente R$ 2.000,00 paga uma taxa de juros bruta de aproximadamente 14% ao ano (aproximadamente 1,1% ao mês). Esse rendimento é tributado em 22,5% caso o dinheiro seja sacado em menos de seis meses, ou em 20%, caso o saque ocorra em um ano.

Assim, caso o investidor opte por manter o dinheiro aplicado por um ano, seu rendimento bruto será de R$ 280,00, enquanto o rendimento líquida, descontado o imposto de renda, será de R$ 224,00. Caso a opção seja por uma aplicação de seis meses, o rendimento bruto será de R$ 135,40, que se transformarão em R$ 105,00 após a mordida do leão.

É importante frisar, contudo, que esse rendimento não leva em consideração as perdas decorrentes da inflação. Se considerarmos uma inflação de 6% ao ano, taxa próxima das projeções do mercado para o IPCA, a rendimento líquido da aplicação de um ano cai para R$ 98,20, com taxa de juro efetiva de 4,91%.

Continua depois da publicidade

CDB Pós-fixados

A taxa bruta de juro dos CDB pós-fixados é definida por um percentual do CDI (taxa praticada nos empréstimos interbancários) estabelecido no momento da aplicação. Este percentual varia de uma instituição para outra, bem como em função do valor aplicado.

Por estar atrelada às taxas praticadas no mercado, este tipo de aplicação é interessante para momentos em que a perspectiva é de elevação das taxas de juros, ou mesmo quando busca-se proteção (hedge) contra elevações inesperadas dessas taxas.

Nos últimos dias, o percentual praticado por alguns bancos tem girado em torno de 90% do CDI para aplicações entre R$ 1.000,00 e R$ 5.000,00, passando para 93% para aplicações entre R$ 5001,00 e R$ 10.000,00, chegando a patamares superiores a 95% para valores acima de R$ 10.000,00. Contudo, é importante frisar, mais uma vez, que essas taxas variam de acordo com o banco e com o cenário econômico.

Para que se tenha uma idéia, o CDI de janeiro fechou em torno de 1,45%, de modo que um CDB que pague ao investidor uma taxa de juro igual a 95% do CDI pagou cerca de 1,38% de juros naquele mês. Obviamente, essa rentabilidade não leva em conta os efeitos da tributação, bem como a perda causada pela inflação.