Guerra na Ucrânia

Rússia toma controle da maior usina nuclear da Europa, em Zaporizhzhia, após ataque e incêndio

Depois dos rumores iniciais, a Agência Internacional de Energia Atômica informou que não foi registrado aumento de radioatividade no local

Por  Equipe InfoMoney

A Rússia ocupou o território ucraniano de Zaporizhzhia, na Ucrânia, alvo de ataques durante as primeiras horas desta sexta-feira (4), disse a agência de inspeção de usinas atômicas ucraniana. As forças da Rússia tomaram o controle da maior usina nuclear da Europa – A Usina Nuclear de Zaporizhzhia -, localizada a cerca de 150 quilômetros ao norte da península da Crimeia.

“O território da central nuclear de Zaporizhzhia está ocupado pelas forças armadas da Federação Russa. (…) O pessoal operacional controla os blocos de energia e garante o seu funcionamento de acordo com os requisitos das normas técnicas e de segurança”, informou o órgão estatal ucraniano, que disse que não houve mudanças na situação da radiação.

No final da noite de ontem (hora de Brasília), a usina tinha entrado em chamas após ser atacada por forças russas depois de confronto com os ucranianos.

Estão sendo  feitas inspeções para saber com precisão os danos. Dos seis blocos, o primeiro foi colocado fora de serviço, os números 2, 3, 5 e 6 estão em processo de resfriamento e o número 4 está em operação. A agência não informou qual era a situação dos blocos antes do ataque.

“A segurança nuclear agora está garantida”, informou  Oleksander Starukh, chefe da administração militar da região de Zaporizhia, no Facebook.

No Instagram, Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, publicou vídeo que mostra o momento em que a unidade de Zaporizhzhia foi atingida por sinalizadores. “Agora! Rússia incendeia central nuclear na Ucrânia”, escreveu.

Mais cedo, o conselheiro do Ministério do Interior ucraniano, Anton Herashchenko, fez uma publicação online em que disse que os russos estavam intensificando os esforços para tomar o controle da usina nuclear e que entraram na cidade de Energodar, onde moram os trabalhadores da usina, com tanques.

A Rússia já capturou a extinta usina de Chernobyl, a cerca de 100 quilômetros ao norte da capital da Ucrânia, Kiev.

De acordo com a agência de notícias russa RIA-Novosti, o chanceler ucraniano, Dmitro Kuleba, pediu para o ataque ser interrompido em meio ao risco de criar uma explosão com impacto potencialmente dez vezes maior do que o do acidente na usina nuclear de Chernobyl, ocorrido na Ucrânia ainda soviética em 1986.

A direção da usina informou à agência que não havia risco imediato de contaminação nuclear. O Serviço de Emergência da Ucrânia informou posteriormente que as condições de radiação e do incêndio na instalação ficaram “dentro dos limites normais” e, por volta das 1h30 (hora de Brasília), o incêndio foi controlado, cerca de uma hora depois da confirmação de que os bombeiros estavam no local.

Antes, o serviço ucraniano havia afirmado que o exército russo impedia que os bombeiros chegassem ao local, o que gerou reação das autoridades ucranianas e da comunidade internacional. Não há mortos ou feridos, e os combates cessaram temporariamente.

Depois dos rumores iniciais, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA, na sigla traduzida para o português) informou que não tinha sido registrado aumento de radioatividade no local onde a usina está instalada.

*Com Agência Brasil, com informações das agências Reuters, AFP e RTP

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