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Risco externo aumenta volatilidade e exige estratégia nas petroleiras

Momento exige leitura cuidadosa dos níveis técnicos e do cenário macro

Rodrigo Paz

Ativos mencionados na matéria

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Os recentes desdobramentos na Venezuela elevaram as incertezas sobre a dinâmica global da oferta de petróleo, mas, diante da baixa visibilidade sobre a produção venezuelana, analistas têm direcionado o foco para os impactos de um possível cenário de preços mais baixos da commodity em um mercado que já apresenta sinais de excesso de oferta.

Nesse contexto, casas como JPMorgan, XP e Genial avaliam as empresas do setor a partir de custos, flexibilidade de capital e geração de caixa. A PRIO surge como a mais defensiva, sustentada pelo baixo custo de extração e maior disciplina de investimentos, enquanto Brava e PetroRecôncavo aparecem como mais sensíveis a quedas no Brent, em função da maior alavancagem.

Do ponto de vista técnico, o cenário também inspira cautela. O petróleo mantém viés baixista no médio prazo, enquanto, entre as ações, a PRIO se mostra mais resiliente, com sinais de recuperação, ao passo que Brava e PetroRecôncavo seguem pressionadas, negociando próximas a níveis sensíveis de suporte. O conjunto das análises reforça um ambiente que exige seleção criteriosa de ativos, com atenção redobrada à geração de caixa, aos níveis técnicos e à volatilidade da commodity.

Para entender até onde o preço das ações podem ir, confira a análise técnica completa e os principais pontos de suporte e resistência.

Análise técnica Petróleo

No médio prazo, o petróleo mantém viés claramente baixista. Em 2025, o ativo registrou queda de 18,58%, completando três anos consecutivos no negativo. Janeiro iniciou em baixa e o movimento recente reforça a pressão vendedora, após cinco meses seguidos de desvalorização.

Pelo gráfico semanal, o petróleo negocia abaixo das principais médias móveis e segue dentro de um canal de baixa, preservando a estrutura de topos e fundos descendentes. O cenário indica continuidade do fluxo vendedor, apesar da possibilidade de repique técnico pontual, que, por ora, não altera a tendência principal.

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Para dar sequência à queda, será importante o rompimento da região de US$ 60,00 / US$ 58,44, o que pode abrir espaço para alvos mais baixos dentro do canal. Já para retomar o fluxo comprador, o ativo precisa superar as médias móveis e as resistências em US$ 64,70 e US$ 71,83, níveis-chave para reduzir a pressão baixista.

Resistências: US$ 64,70; US$ 71,83; US$ 77,25; US$ 82,58; US$ 87,92 e US$ 92,15.
Suportes: US$ 60,00; US$ 58,44; US$ 55,90; US$ 50,29; US$ 45,59 e US$ 35,75.

Fonte: TradingView. Gráfico semanal. Elaboração: Rodrigo Paz

Análise de Prio (PRIO3)

No médio prazo, as ações da Prio seguem dentro de uma estrutura de baixa, apesar da tentativa recente de recuperação. Em 2025, o papel acumulou alta de 3,16%, após dois meses consecutivos de valorização, embora o mês de janeiro tenha começado no negativo.

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Pelo gráfico semanal, o ativo ainda opera dentro de um canal de baixa, mas atualmente negocia acima das médias móveis, sinalizando repique corretivo em andamento. Esse movimento pode ganhar força caso haja rompimento da linha de tendência de baixa (LTB).

Para dar continuidade à recuperação, será importante a superação da região de R$ 42,06 / R$ 44,00, níveis-chave de resistência. Por outro lado, para retomar o fluxo vendedor, o ativo precisará romper a região das médias móveis, o que reforçaria o viés baixista.

Resistências: R$ 42,06; R$ 44,00; R$ 45,65; R$ 46,86; R$ 50,98 e R$ 52,13.
Suportes: R$ 40,19; R$ 38,77; R$ 37,11; R$ 34,18; R$ 32,68 e R$ 29,96.

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Fonte: Nelogica. Gráfico semanal. Elaboração: Rodrigo Paz

Confira nossas análises:

Análise de Brava (BRAV3)

No médio prazo, a BRAV3 mantém tendência de baixa. Em 2025, o papel fechou com queda de 28,40%, com janeiro iniciando no negativo após a forte alta de dezembro.

Pelo gráfico semanal, o ativo segue em estrutura baixista, mas opera acima das médias móveis, sinalizando repique corretivo após renovar a mínima histórica em R$ 13,30. Esse nível segue como ponto-chave: enquanto respeitado, sustenta a recuperação; se perdido, pode intensificar o fluxo vendedor.

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Para que a alta ganhe força, será necessária a superação da LTB e, principalmente, da região de R$ 17,21 / R$ 20,65. Já para retomar as quedas, o ativo precisa romper a região das médias móveis, com risco de voltar a testar a mínima histórica.

Resistências: R$ 17,21; R$ 20,65; R$ 21,80; R$ 23,70; R$ 26,00 e média de 200 períodos em R$ 28,00.
Suportes: R$ 14,83; mínima histórica em R$ 13,30.

Fonte: Nelogica. Gráfico semanal. Elaboração: Rodrigo Paz

Análise de PetroRecôncavo (RECV3)

No médio prazo, a RECV3 mantém tendência de baixa bem definida. Em 2025, o papel registrou queda de 26,43%, com janeiro iniciando no negativo após a alta registrada em dezembro.

Pelo gráfico semanal, o ativo negocia abaixo das médias móveis, reforçando a predominância do fluxo vendedor e indicando possibilidade de continuidade das quedas. O preço se encontra próximo da mínima histórica em R$ 10,09, região extremamente sensível do ponto de vista técnico. A perda desse nível pode devolver força às vendas, abrindo espaço para novos alvos mais baixos.

Para que o ativo retome um movimento de recuperação, será necessário, inicialmente, superar a região das médias móveis, o que reduziria a pressão baixista no médio prazo. Enquanto isso não ocorrer, o cenário segue fragilizado.

Resistências: R$ 11,42; R$ 12,86; R$ 13,42; R$ 14,85; R$ 16,13 e média de 200 períodos em R$ 17,28.
Suportes: R$ 10,40; mínima histórica em R$ 10,09, com alvos projetados em R$ 9,95; R$ 9,60 e R$ 9,00.

(Rodrigo Paz é analista técnico)

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