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As ações da Riachuelo (RIAA3) caíram cerca de 2% nesta segunda-feira (23). Os papéis sofreram uma queda após a notícia de que a empresa está se preparando para lançar, no curto prazo, uma oferta primária entre R$ 400 milhões e R$ 500 milhões. O papel RIAA3 fechou em baixa de 2,06%, a R$ 10,45, após uma mínima a R$ 10,30.
Os recursos captados irão diretamente para o caixa da empresa, em uma operação que representaria cerca de 8% a 10% da atual capitalização de mercado da Riachuelo. De acordo com a companhia, o valor deverá ser utilizado para financiar o plano de abertura de lojas. Além disso, poderá servir para aumentar a liquidez das ações.
Segundo o JPMorgan, após a oferta, o free float (percentual de ações em circulação no mercado) deve subir de 17% para em torno de 22% e 24%, com um preço médio de R$ 10,50 por ação. Após a notícia, o banco manteve a recomendação Overweight (exposição acima da média), justificada pela tese fundamentada na melhoria da execução operacional. Os analistas ainda projetaram um crescimento médio anual composto de 17% no lucro por ação em cinco anos.
Os analistas do banco destacaram que, depois da operação, a empresa passará a atender ao requisito mínimo de 20% de ações em circulação exigido pelo segmento Novo Mercado da B3. Esse segmento reúne companhias com padrões mais elevados de governança corporativa.
De acordo com os analistas, o movimento já era esperado pelo mercado e, de modo geral, a avaliação é positiva. O aumento da liquidez das ações, segundo o banco, tende a trair novos investidores, com chance de ampliar a base acionária da companhia.
Em relação à alavancagem, o JP Morgan destacou que os recursos captados devem contribuir para reduzir o risco do plano de expansão. Em especial, o valor deve apoiar o processo de modernização das lojas que é parte central da tese de investimento voltada ao aumento da produtividade da área de vendas.
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