Smart Fit (SMFT3) cai 3,36% após Pátria zerar toda sua participação depois de 15 anos

O fundo, que fez seu primeiro investimento na SmartFit em 2010, já vinha reduzindo sua participação na companhia desde o ⁠ano ‌passado

Equipe InfoMoney

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Smart Fit (Foto: Divulgação)
Smart Fit (Foto: Divulgação)

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As ações da Smart Fit (SMFT3) fecharam em baixa nesta segunda-feira (23), após o Pátria zerar sua posição de 15 anos na rede de academias. O papel SMFT3 fechou em baixa de 3,26%, a R$ 20,75.

O ⁠Patria Investimentos anunciou a venda ⁠integral da participação do Fundo V de private equity ‌e de co-investidores na rede de academias de ginástica SmartFit, em operação que movimentou R$ 890 milhões.

A companhia é a maior ‌rede de academias da América Latina, com presença em mais de 16 países, mais de 2 mil unidades ativas e 5,2 milhões de clientes.

O fundo, que fez seu primeiro investimento na SmartFit em 2010, já vinha reduzindo sua participação na companhia desde o ⁠ano ‌passado. Na época, a fatia do Patria na empresa era ⁠de 13,5%. Em 9 de fevereiro deste ano, a participação do Patria na empresa era de 6,9%, equivalente a 42,4 milhões de papeis, segundo dados da companhia.

‘O desinvestimento (na SmartFit) tem mais a ver com estratégia de alocação do fundo do ​que movimento do setor ou da companhia”, disse Luis Felipe Cruz, sócio do Patria Investimentos em entrevista a Reuters. ‘Perspectiva de ​médio e longo prazo é muito positiva para a companhia’, acrescentou.

‘A companhia está em um nível de maturidade muito grande. Tem um nível de maturidade de estratégia e processos do time de gestão que não depende de um ou dois acionistas. ‌Por isso nos sentimos confortáveis de iniciar ​esse processo de maneira gradual’, afirmou Cruz.

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O executivo afirmou que o Patria busca focar em setores com bom potencial de crescimento e mais resistentes a volatilidades.

‘Mais ⁠recentemente, fizemos negócios ​no setor de saúde ​e alimentos e bebidas. São setores que têm potencial de crescimento importante e, de ⁠certa forma, têm performance direcionada ​a tendências seculares, que atraem nossa atenção’, disse sócio do Patria.

Em relatório divulgado hoje, analistas do JPMorgan citaram que a venda da participação ​do Patria não veio como surpresa e mantiveram a recomendação de compra para o papel da SmartFit, também prevendo ​crescimento sólido para ⁠a companhia.

‘Vemos a queda no preço das ações como um bom ponto de entrada ⁠para os acionistas de longo prazo, pois continuamos acreditando que a SmartFit deve apresentar um sólido crescimento composto do lucro por ação (EPS) no longo prazo’, disse o JPMorgan.

(com Reuters)