Perspectivas

Reunião do Copom, início da temporada de balanços no Brasil e emprego nos EUA: o que acompanhar na semana

Tudo o que o investidor precisa saber antes de operar na semana

Por  Mitchel Diniz -

Janeiro chega ao fim e fevereiro já começa com as atenções voltadas para o Banco Central do Brasil. O início do mês coincide com a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), a primeira de 2022. O encontro começa na terça-feira (1) e se encerrará no dia seguinte com mais um anúncio de ajuste na taxa básica de juros (a Selic). O mercado acredita que o BC deve agir com firmeza mais uma vez.

O Itaú prevê que o Banco Central vai aumentar a Selic e 1,5 ponto percentual, para 10,75% ao ano. Para essa reunião, o banco prevê que o Copom manterá o tom de aperto monetário contracionista pelo menos até a próxima reunião de março, quando deve moderar o ritmo de alta.

“Tal decisão é consistente com a comunicação da autoridade até o presente momento, que busca perseverar na estratégia de aperto monetário, avançando significativamente em território contracionista, até que haja consolidação, tanto do processo de desinflação quanto da ancoragem de expectativas em torno das metas”, escreveram os analistas.

O Bradesco também acredita que os juros vão subir para 10,75% na reunião desta semana. “Acreditamos que a inflação corrente e as expectativas ainda pressionadas frão o BC manter o ritmo de aperto monetário”, escreveram os analistas do banco.

Na manhã da quarta-feira (2), antes do Copom anunciar sua decisão, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apresenta os dados da produção industrial referentes ao mês de dezembro. As previsões apontam para um crescimento de 1,7% em relação a novembro.

As vendas de veículos da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) serão divulgadas na terça e os números de produção, vendas e exportações da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) saem na sexta-feira (04).

Os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) de dezembro, que não foram divulgados na semana passada, por sim devem ser apresentados já nesta segunda-feira (31).

De olho no payroll

Nos Estados Unidos, o destaque da agenda é o payroll, com dados sobre a criação de vagas de trabalho em janeiro nos Estados Unidos, assim com a taxa de desemprego.

Esses números têm sido aguardados com ansiedade pelo mercado. Desde que o Federal Reserve (Banco Central Americano) anunciou que os juros devem subir em breve, o payroll tem sido importante para o mercado dosar o ritmo e o tamanho do aperto monetário.

A expectativa é de criação de 213 mil vagas de trabalho no período e que a taxa de desemprego se mantenha estável em 3,9%.

Ainda no cenário internacional, as Bolsas chinesas e as negociações com o minério de ferro no mercado futuro devem ficar suspensas até o dia 6 de janeira por conta dos festejos de ano novo lunar.

Temporada de balanços no Brasil

A virada de mês também marca o início da temporada de resultados do quarto trimestre no Brasil. Na quarta-feira (2), Santander Brasil divulga os seus números e fará teleconferência com investidores no mesmo dia. Cielo também apresentará os resultados com teleconferência prevista para o dia seguinte, quinta-feira (3).

No mesmo dia, a Arezzo deve definir o preço por ação de uma operação que deve ofertar 7,5 milhões de papéis. Antes disso, na segunda-feira (31), a BRF também deve definir o preço da ação no seu follow-on que, segundo fontes, pode ser de até R$ 7,9 bilhões.

No mesmo dia, ocorrerá mais uma reunião extraordinária na Anatel com o caso da Oi (OIBR3) na pauta. O encontro vai tratar do processo de anuência prévia ao pedido da Claro, Telefônica e TIM para operar ativos da Oi Móvel adquiridos no final de 2020.

O julgamento começou na última sexta-feira, mas foi suspenso por um pedido de vista de um dos conselheiros da Anatel.

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