Balanços em destaque

Telefônica (VIVT3) lucra R$ 746 milhões no 2º tri de 2022, queda de 44,6% na base anual

Receita líquida cresceu 11,1% na base anual, ou avanço de 7,6% excluindo efeito da aquisição da Oi Móvel, impulsionada pela receita de serviço móvel

Por  Equipe InfoMoney

A Telefônica Brasil, dona da Vivo (VIVT3), divulgou resultado do segundo trimestre de 2022 (2T22) com um lucro de R$ 746 milhões no período, queda de 44,6% na comparação anual. A companhia foi impactada por custos maiores que minimizaram resultados da divisão de telefonia móvel.

A projeção da Refinitiv era de que a companhia tivesse lucrado R$ 1,145 bilhão no segundo trimestre. Já a projeção para o lucro reportado, considerando efeitos operacionais e contábeis, era de R$ 1,073 bilhão.

O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) recorrente foi R$ 4,578 bilhões, avanço anual de 8,3% em função do desempenho no segmento móvel, enquanto o Ebitda reportado também totalizou R$ 4,578 bilhões, queda de 4,4%.

A projeção de Ebitda era de R$ 4,608 bilhões, sendo que um ano antes foi de R$ 4,226 bilhões. A projeção para o Ebitda reportado era de R$ 4,569 bilhões, ante R$ 3,099 bilhões de um ano atrás.

Já a margem Ebitda recorrente foi de 38,7% no 2T22, baixa de 1 ponto percentual na comparação ano a ano.

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A receita líquida cresceu 11,1% na base anual, ou avanço de 7,6% excluindo efeito da aquisição da Oi Móvel, impulsionada pela receita de serviço móvel (alta de 15,1% na base anual , ou avanço de 9,4% ano a ano excluindo efeito da aquisição da Oi Móvel) e de aparelhos (alta de 26,4% frente o 2T21).

A receita fixa total manteve o desempenho positivo (+1,7% a/a), com destaque para a receita de FTTH (fibra para casa), que cresceu 23,7% na base de comparação.

O resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 601 milhões no segundo trimestre de 2022, um aumento de 282,1% em relação ao mesmo período de 2021.

Segundo a Telefônica, o aumento da despesa financeira foi em função do maior endividamento médio por aquisição das licenças 5G no final de 2021, aumento da taxa de juros no período, e dos contratos reconhecidos como leasing em função do IFRS16.

Os custos totais recorrentes somaram R$ 7,253 bilhões no 2T22, um crescimento de 12,9% em relação ao mesmo período de 2021.

Os investimentos realizados pela Telefônica totalizaram R$ 2,575 bilhões no segundo trimestre de 2022, o que representa 21,8% da receita líquida do trimestre, um aumento de 0,6 p.p. na comparação anual.

Em 30 de junho de 2022, a dívida líquida da companhia era de R$ 13,226 bilhões, um crescimento de 191,7% na comparação com a mesma etapa de 2021.

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