Publicidade
SÃO PAULO – O diretor de Políticas da Agricultura Familiar e da Pesca, da Secretaria de Agricultura e da Pesca de Santa Catarina, Hilário Gottselig, afirmou que a renda do agricultor familiar aumentou em 285% ao entrar no crédito fundiário. Porém, com o aumento na produção local, a área dos agricultores ficou menor do que a necessária para plantação.
“O agricultor vem crescendo e produzindo, e a área que ele adquiriu já não é mais o suficiente e ele tem que arrendar de terceiros. Em pesquisa realizada, os profissionais afirmaram que o maior problema é a falta de mão de obra e área insuficiente para a expansão”, afirmou Gottselig.
Ele participou de audiência pública da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara dos Deputados que investiga a atuação da Fundação Nacional do Índio (Funai) e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) na demarcação de terras indígenas e quilombolas.
Continua depois da publicidade
O aumento na produtividade agrária após inserção do produtor no crédito fundiário foi o principal tema da audiência pública desta quarta-feira (8), proposta pelo sub-relator da comissão, deputado Valdir Colatto (PMDB-SC).
Financiamento de terras
Gottselig criticou o valor de R$ 80 mil para o financiamento das terras no crédito fundiário. “Deveriam mudar o regramento único para o País porque em outros estados R$ 80 mil pode ser muito, mas em Santa Catarina só é possível comprar uma pequena área de baixa qualidade”. Ele sugeriu que a quantia aumente para R$ 140 mil por propriedade.
Em relação à sucessão de terras, Gottselig destacou que a política do crédito fundiário deveria ser modificada: “Em Santa Catarina, mais de 38 mil famílias do meio rural não tem sucessor porque o financiamento só permite que um familiar receba a área depois que o dono morre. Até que a pessoa morrer, o filho ou qualquer outro parente já foi para a cidade e não vai voltar para cuidar da terra”.