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SÃO PAULO – Pesquisa feito pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) mostrou que medicamentos-referência, conhecidos como “de marca”, têm preço mais de duas vezes maior do que o dos genéricos. E quando são comparados os similares com os remédios sem-marca, a economia é de, na média, de 10%.
O levantamento foi feito com cinco princípios ativos contra hipertensão e diabetes, em 16 farmácias e drogarias na capital paulista, entre os dias 03 e 04 de abril. A diferença de preço fica em até 565%, conforme o estudo.
Variações
Para chegar à diferença, o instituto analisou o preço das cápsulas dos medicamentos, e não da caixa inteira. Em outras palavras: analisaram o valor do pacote e dividiram pelas unidades compostas dentro dele. A maior variação de preço (565%) foi verificada no Capoten: o maior valor era R$ 1,33/unidade, ao passo que o menor ficava em R$ 0,20/unidade.
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Veja, na tabela abaixo, a lista completa:
| Levantamento de preços(*) | |||
| Princípio | Referência | Genérico | Similar |
| Atelonol | R$ 0,46 | R$ 0,22 | R$ 0,26 |
| Furosemida | R$ 0,38 | R$ 0,20 | R$ 0,22 |
| Captopril | R$ 1,1 | R$ 0,36 | R$ 0,35 |
| Glibenclamida | R$ 0,26 | R$ 0,17 | R$ 0,15 |
| Cloridrato de metmorfina | R$ 0,33 | R$ 0,18 | R$ 0,27 |
Fonte: Idec
Diferença
De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos), os medicamentos genéricos são cópias de outras fórmulas cujas patentes já expiraram. A proposta é que eles sejam de 45% a 50% mais baratos que os de marca.
Já os similares, embora tenham o mesmo princípio dos genéricos (cópias de patentes vencidas), só podem ser comprados com receita médica. Isso porque os produtos não são submetidos aos mesmos testes dos genéricos, o que não garante ao usuário uma substituição adequada.
Em outras palavras: o consumidor pode ter em mãos a marca de um remédio e pedir, na farmácia, o seu genérico. Já para comprar um similar, é necessário apresentar documento assinado pelo médico.
Consumo
Segundo a Pro-Genéricos, 15% do consumo de medicamentos no Brasil se refere a genéricos.E desde que esse tipo de remédio foi introduzido no País, em 2000, o mercado cresce a uma taxa de 25% ao ano, em termos de volume.