Remédio de marca é, na média, duas vezes mais caro do que genérico

Diferença foi encontrada pelo Idec em princípios ativos contra hipertensão e diabetes. Maior variação é de 565%

Equipe InfoMoney

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SÃO PAULO – Pesquisa feito pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) mostrou que medicamentos-referência, conhecidos como “de marca”, têm preço mais de duas vezes maior do que o dos genéricos. E quando são comparados os similares com os remédios sem-marca, a economia é de, na média, de 10%.

O levantamento foi feito com cinco princípios ativos contra hipertensão e diabetes, em 16 farmácias e drogarias na capital paulista, entre os dias 03 e 04 de abril. A diferença de preço fica em até 565%, conforme o estudo.

Variações

Para chegar à diferença, o instituto analisou o preço das cápsulas dos medicamentos, e não da caixa inteira. Em outras palavras: analisaram o valor do pacote e dividiram pelas unidades compostas dentro dele. A maior variação de preço (565%) foi verificada no Capoten: o maior valor era R$ 1,33/unidade, ao passo que o menor ficava em R$ 0,20/unidade.

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Veja, na tabela abaixo, a lista completa:

Levantamento de preços(*)
Princípio Referência Genérico Similar
Atelonol R$ 0,46 R$ 0,22 R$ 0,26
Furosemida R$ 0,38 R$ 0,20 R$ 0,22
Captopril R$ 1,1 R$ 0,36 R$ 0,35
Glibenclamida R$ 0,26 R$ 0,17 R$ 0,15
Cloridrato de metmorfina R$ 0,33 R$ 0,18 R$ 0,27

Fonte: Idec

Diferença

De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos), os medicamentos genéricos são cópias de outras fórmulas cujas patentes já expiraram. A proposta é que eles sejam de 45% a 50% mais baratos que os de marca.

Já os similares, embora tenham o mesmo princípio dos genéricos (cópias de patentes vencidas), só podem ser comprados com receita médica. Isso porque os produtos não são submetidos aos mesmos testes dos genéricos, o que não garante ao usuário uma substituição adequada.

Em outras palavras: o consumidor pode ter em mãos a marca de um remédio e pedir, na farmácia, o seu genérico. Já para comprar um similar, é necessário apresentar documento assinado pelo médico.

Consumo

Segundo a Pro-Genéricos, 15% do consumo de medicamentos no Brasil se refere a genéricos.E desde que esse tipo de remédio foi introduzido no País, em 2000, o mercado cresce a uma taxa de 25% ao ano, em termos de volume.