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Relatório de emprego nos EUA, preço do petróleo em alta, inflação no euro e mais assuntos que vão movimentar o mercado hoje

Investidores monitoram tensão no Cazaquistão e impacto nos preços do petróleo, em sessão marcada também por dados importantes nos EUA

Por  Equipe InfoMoney -

Depois da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve na quarta-feira sinalizando alta de juros antes do esperado nos EUA e dos dados de criação de emprego no setor privado acima do esperado na véspera, a sexta-feira (7) tem como destaque a divulgação do relatório de emprego.

A criação de empregos nos Estados Unidos provavelmente acelerou em dezembro, com a estimativa Refinitiv de criação de 400 mil empregos no mês passado depois de 210 mil em novembro, culminando em uma abertura recorde de postos de trabalho em 2021. Porém, o mercado pode perder temporariamente seu brilho uma vez que as infecções por Covid-19 causam problemas em empresas e escolas, destaca análise da Refinitiv.

Já um resultado mais forte que o esperado pode dar ainda mais combustível para o FED antecipar a subida de juros e a redução de seu balanço.

Já no euro, a inflação nos 19 países que usam a moeda acelerou a 5% em dezembro sobre o ano anterior, de 4,9% em novembro, máxima recorde para o bloco monetário e acima da expectativa de analistas de 4,7%.

No mercado de commodities, o petróleo tem nova alta, com aumento da instabilidade no Cazaquistão, produtor da Opep+. Na véspera, a Rússia enviou paraquedistas ao país para ajudar a reprimir uma revolta em todo o país, depois que a violência mortal se espalhou por todo o ex-Estado soviético rigidamente controlado.

Por aqui, o presidente Jair Bolsonaro vetou integralmente o Refis para empresas do MEI e Simples por falta de compensação da perda de arrecadação. Mas,em áudio vazado antes de sua live semanal, Bolsonaro disse a um auxiliar que ‘os caras queriam que eu vetasse o Simples Nacional’.

Confira os destaques:

EUA

Os índices futuros americanos avançam nesta sexta-feira (7) pela manhã, à espera da divulgação de um novo relatório de empregos excluindo o setor agrícola, relativo a dezembro. 

Na quinta-feira, o Dow perdeu 0,47%; e o S&P recuou 0,1% – ambos caminham para a sua primeira semana negativa dentre as últimas três. O Nasdaq perdeu 0,13%, em sua sétima sessão negativa dentre as últimas oito, caminhando para fechar sua pior semana desde fevereiro de 2021.

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As quedas nos últimos dias ocorreram após a divulgação da ata do Federal Reserve relativa à reunião de dezembro, em que o banco central americano indicou a intenção de reduzir sua carteira de ativos e reduzir o auxílio econômico mais rápido do que o esperado até então. 

O rendimento dos títulos do Tesouro com vencimento em dez anos atingiu 1,75% na quinta-feira, acima do patamar de 1,51% da semana passada. A alta afeta o desempenho de papéis de empresas de rápido crescimento, já que reduz a atratividade relativa de lucros futuros e eleva o custo da tomada de empréstimos. 

A expectativa de analistas compilada pela Refinitiv é de que o relatório de emprego desta sexta-feira indique a criação de 400 mil vagas, e de que a taxa de desemprego seja de 4,1%. Na quarta-feira, a ADP indicou a criação de 807 mil vagas no setor privado em dezembro, acima da expectativa de 400 mil vagas. Na quinta-feira, o Departamento de Emprego dos Estados Unidos indicou 207 mil pedidos de seguro-desemprego na semana encerrada em 1º de janeiro. 

Futuros americanos às 7h20 (horário de Brasília):

Dow Jones Futuro (EUA), +0,14%
S&P 500 Futuro (EUA), +0,19%
Nasdaq Futuro (EUA), +0,14%

Ásia

As bolsas asiáticas fecharam a sexta-feira com desempenhos variados entre si, com investidores também atentos ao enrijecimento da política monetária pelo Federal Reserve. Em Hong Kong, os papéis do Shimao Group recuaram 5,43% após a agência internacional de notícias Reuters afirmar que a empresa deixou de arcar com suas responsabilidades sobre o empréstimo de um fundo. Os papéis de outras incorporadoras, incluindo o endividado China Evergrande Group, avançaram. 

Nikkei (Japão), -0,03% (fechado)
Shanghai SE (China), -0,18% (fechado)
Hang Seng Index (Hong Kong), +1,82% (fechado)
Kospi (Coreia do Sul), +1,18% (fechado)

Europa

Na Europa, as bolsas operam sem sentido definido nesta sexta-feira, também afetadas pelas minutas do Fed. Empresas de tecnologia são especialmente afetadas, já que a perspectiva de juros mais altos pode prejudicar seus rendimentos.

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Entre os dados econômicos, a inflação na zona do euro acelerou inesperadamente no mês passado, provavelmente provocando mais reações desconfortáveis no Banco Central Europeu, que tem consistentemente subestimado as pressões de preços e vem sendo criticado por isso por algumas de suas próprias autoridades.

A inflação nos 19 países que usam o euro acelerou a 5% em dezembro sobre o ano anterior, de 4,9% em novembro, máxima recorde para o bloco monetário e acima da expectativa de analistas de 4,7%.

Autoridades da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) devem se reunir virtualmente nesta sexta-feira para discutir a concentração de tropas da Rússia próximas à Ucrânia. Na semana que vem, a Nato, os Estados Unidos e a Rússia devem realizar conversas sobre a movimentação. 

FTSE 100 (Reino Unido), +0,04%
Dax (Alemanha), -0,29%
CAC 40 (França), -0,06%
FTSE MIB (Itália), +0,5%

Petróleo

Os preços do petróleo avançam em meio a instabilidades no Cazaquistão, membro da Organização dos Países Produtores de Petróleo e seus aliados (Opep+). Dezenas de pessoas morreram na quinta-feira após autoridades reprimirem protestos que vêm ocorrendo há diversos dias.

A Chevron, que é dona de 50% de uma joint venture que opera o campo de Tengiz, afirmou que reduzirá a produção após protestos na unidade. Tropas de uma aliança liderada pela Rússia chegaram na quinta-feira ao país para conter as movimentações.

Commodities
Petróleo WTI, +0,93%, a US$ 80,2 o barril
Petróleo Brent, +0,91%, a US$ 82,74 o barril
Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve alta de 1,41%, a 719 iuanes, o equivalente a US$ 112,8

Bitcoin
Os preços do Bitcoin recuam 0,85%, a US$ 42.398,73

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2. Agenda

Brasil

10h: Produção e venda de veículos em dezembro divulgada pela Anfavea

Estados Unidos

10h30: Relatório de emprego não-agrícola relativo a dezembro, com expectativa de criação de 400 mil vagas, segundo consenso Refinitiv; expectativa de taxa de desemprego a 4,1%

14h15: Raphael Bostic, do Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve, realiza um discurso

14h30: Thomas Barkin, do Fomc do Fed, realiza um discurso

17h: Crédito ao consumidor em novembro

Mobilização no Carf

Após servidores da Receita Federal pedirem exoneração, o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) decidiu suspender na quinta-feira, por falta de quórum regimental, as sessões de julgamento das Turmas Ordinárias da 2ª Seção e das 1ª, 2ª e 3ª Turmas Extraordinárias da 1ª Seção, informa o portal G1.

Em dezembro, mais de 300 servidores da Receita Federal que atuam em cargos de confiança deixaram seus postos de trabalho em protesto contra o Orçamento da União de 2022, que prevê ajustes apenas para policiais e certos quadros da área de Saúde. A categoria afirma que o governo de Jair Bolsonaro (PL) descumpriu acordo para pagamento de bônus.

3. Radar econômico

Segundo despacho publicado nesta sexta-feira no Diário Oficial, o presidente Jair Bolsonaro (PL) vetou integralmente o projeto aprovado no Congresso no fim do ano passado que permite o refinanciamento (Refis) de dívidas para empresas que se enquadram no Simples e como microempreendedores individuais (MEIs).

A medida está de acordo com a recomendação do Ministério da Economia. O veto do Programa de Reparcelamento do Pagamento de Débitos no mbito do Simples Nacional (Relp) ocorreu porque o projeto possibilitaria a renegociação de até R$ 50 bilhões com o Fisco, mas não indicava fonte para compensar pela perda de arrecadação.

Ao longo do dia, integrantes do governo haviam chegado a afirmar que o projeto seria integralmente vetado pelo presidente. Segundo reportagem de bastidores do jornal O Globo, a repercussão sobre o possível veto irritou Bolsonaro, que cobrou uma solução do novo chefe da Receita Federal, Julio Cesar Vieira Gomes. Segundo informações de bastidores do jornal Valor Econômico, Bolsonaro queria que Gomes indicasse uma fonte de receita para compensar a perda de arrecadação com o Refis.

Até a noite de quinta-feira, o presidente continuava buscando formas de sancionar o projeto, apesar da recomendação do Ministério da Economia. Antes do início de sua transmissão noturna nas redes sociais, o presidente indicou irritação contra o alerta da equipe econômica, aparentemente sem saber que estava sendo gravado.

Perda de verbas na Economia

Reportagem publicada na noite de quinta-feira pelo jornal Folha de S. Paulo afirma que a equipe do Ministério da Economia avalia que o corte de R$ 2,5 bilhões na pasta, previsto na tramitação do Orçamento de 2022, pode comprometer atividades já a partir de maio. O corte representa pouco mais de 50% da verba e atinge todas as áreas, com exceção da verba destinada ao Censo pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

De acordo com o jornal, a equipe vê o corte como uma retaliação do Congresso contra o titular Paulo Guedes, om quem mantém uma relação turbulenta. Ministérios controlados por aliados dos congressistas, como Cidadania, Desenvolvimento Regional e Infraestrutura, tiveram alta de receitas ou cortes marginais. O ministro busca soluções para o problema.

Reforma trabalhista

Em entrevista publicada nesta sexta-feira no portal UOL, a presidente do PT, deputada Gleisi Hoffman, confirma que o partido estuda a revisão da reforma trabalhista, caso o candidato Luiz Inácio Lula da Silva seja eleito em 2022. A medida se espelha no que ocorreu na Espanha, onde uma reforma similar foi revogada recentemente.

“Temos hoje cerca de 40% do total de ocupados que não contribuem com o sistema de previdência por conta disso. Um contingente grande da população economicamente ativa desempregado, quase 49%. Então, nós não tivemos resultado. O que aconteceu foi o aumento da lucratividade das empresas, principalmente das grandes empresas”, afirmou.

4. Morte por Ômicron

Na quinta-feira o Brasil registrou a primeira morte comprovadamente causada pela variante Ômicron do coronavírus. A informação foi confirmada pelo Ministério da Saúde após notificação da secretaria de Saúde de Aparecida de Goiás (GO). A vítima foi um homem de 68 anos internado no dia 24 de dezembro, que morreu no dia 27. Ele era portador de doença pulmonar obstrutiva crônica e hipertensão arterial, e havia sido vacinado com duas doses e uma terceira de reforço do imunizante contra a Covid. 

Carnavais de rua cancelados

Seguindo a movimentação de Rio, Recife e Olinda (PE) nesta semana, a cidade de São Paulo cancelou o Carnaval de rua em 2022, seguindo recomendação da Vigilância Sanitária. Mas manteve o desfile das escolas de samba no sambódromo do Anhembi. 

O prefeito Ricardo Nunes (MDB) também anunciou que, com o aumento da procura de pacientes com sintomas respiratórios, as unidades de assistência médica ambulatorial (AMAs) e unidades básicas de saúde (UBSs) passarão a funcionar também aos sábados. 

Municípios pedem ajuda contra a Covid

Manchete de capa do jornal O Globo afirma que o consórcio Conectar, que reúne mais de 2.000 prefeitos de municípios que concentram 150 milhões de pessoas, enviou ofício ao Ministério da Saúde pedindo ajuda para comprar remédios e testes rápidos e ampliar o atendimento ambulatorial à população. Segundo o jornal, municípios de várias partes do país já relatam falta de remédios antigripais. 

Alta de casos de Covid

Os registros de novos casos e mortes por coronavírus começaram a normalizar a divulgação na última terça-feira (4). Especialistas acreditam que, além da alta com a variante Ômicron, o número de novos casos de Covid no Brasil vem sendo impulsionado pelos dados represados após o ataque. 

Na quinta-feira (6) foram registrados 45.717 novos casos de Covid, o maior patamar desde setembro. A média móvel de novos casos em sete dias foi de 17.100, o que representa alta de 477% em relação ao patamar de 14 dias antes, segundo informações do consórcio de veículos de imprensa divulgadas às 20h.

Em um dia o Brasil registrou 171 mortes por Covid. Assim, a média móvel de mortes em 7 dias ficou em 101, queda de 10% em comparação com o patamar de 14 dias antes. O número de pessoas que tomaram ao menos a primeira dose de vacinas atingiu 161.560.434 pessoas, o que representa 75,74% da população. A segunda dose ou vacina de dose única foi aplicada em 143.955.901 pessoas, ou 67,48% da população. E a dose de reforço foi aplicada em 28.482.658 pessoas, ou 13,35% da população.

5. Radar corporativo

Petrobras (PETR3;PETR4)

A Petrobras (PETR3;PETR4) reiterou, em resposta a notícias divulgadas na mídia, que mantém plano de vender até 100% das ações preferenciais que detém na Braskem (BRKM5) por meio de follow-on, junto com a Novonor, que também faz parte do bloco de controle.

O cronograma e as condições da oferta estão sujeitos à aprovação dos órgãos internos da estatal.

A Petrobras também afirmou, em resposta à CVM, que prevê viabilizar 20 bilhões de barris até 2030 com programa de recuperação de jazidas.

Eletrobras (ELET3;ELET6)

As estimativas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de realizar a oferta de ações para privatização da Eletrobras em março foram vistas como “otimistas demais” no Tribunal de Contas da União (TCU).

A expectativa do TCU é que o ministro Vital do Rêgo utilize praticamente todo o período máximo de 60 dias para vista do processo, solicitado na última sessão de 2021, em 15 de dezembro. Como o prazo fica congelado durante o recesso, o caso retornaria ao plenário em 23 de março, segundo reportagem do jornal Valor.

PetroRio (PRIO3)

A PetroRio (PRIO3) anunciou um aumento de 2,1% na produção de óleo no quarto trimestre de 2021.

Conforme a PetroRio, o grande obstáculo do trimestre foi a produção do Campo de Tubarão Martelo, que foi impactada em dezembro, devido a problemas técnicos na bomba centrífuga submersa do poço OGX44-HP.

A produção de petróleo em dezembro atingiu 34.180 barris de óleo equivalente por dia (boepd), ante 31.235 barris em novembro, crescimento de 9,4%.

XP Inc. (XPBR31) e Banco Modal (MODL11)

A XP Inc. (XPBR31) informou na manhã desta sexta que assinou um acordo para a compra de 100% do Banco Modal (MODL11), a ser pago com até 19,5 milhões de novas ações “Classe A” da XP – prêmio de 35% sobre o preço médio dos últimos trinta dias do Banco Modal.

De acordo com comunicado, haverá uma transação para a negociação total por meio de uma reorganização societária, que resultará na incorporação por uma subsidiária da XP Inc..

Caso o Modal não obtenha as aprovações necessárias para implementar tal reorganização, incluindo a aprovação de seus acionistas minoritários, a XP irá incorporar participação equivalente a 55,7% do capital social do Banco Modal detido pelos seus acionistas controladores em uma transação de ações e garantirá a todos os acionistas minoritários do Banco Modal o direito de vender sua participação nas mesmas condições.

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