Publicidade
SÃO PAULO – A redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para os itens que compõem a cesta-básica da Construção Civil já é responsável por um aumento de 9,21% nas vendas da Indústria entre janeiro e junho deste ano, segundo levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Material de Construção (Abramat).
“É um efeito em cadeia”, diz o presidente do conselho fiscal da Anamaco (Associação Nacional de Comerciantes de Material de Construção), Hiroshi Shimuta. Ele diz que as vendas no varejo cresceram 12%. “Se eu faço uma reforma, meu vizinho faz também”, explica Shimuta, apesar de o custo final da obra ter ficado apenas 2% mais barato para o consumidor.
Segundo o coordenador de análises econômicas da FGV do Rio de Janeiro, Salomão Quadros, “o desconto ocorre uma vez. Depois, o preço continua subindo normalmente de acordo com a inflação”.
Grande São Paulo
Na região metropolitana de São Paulo, no entanto, o Sincomavi (Sindicato do Comércio Varejista de Material de Construção, Maquinismos, Ferragens, Tintas, Louças e Vidros da Grande São Paulo) informa que o benefício fiscal não baixou os preços para o consumidor.
Para o presidente da entidade, Reinaldo Pedro Corrêa, isso se deve aos produtos escolhidos para a redução do imposto. “A alíquota do imposto [para o vidro chapa] caiu de 15% para 5%, mas esse não é um tipo de vidro procurado pelos consumidores”, garante.
Mesmo assim, o setor está empolgado. Segundo pesquisa da FGV (Fundação Getúlio Vargas), a expansão da Construção Civil em decorrência da desoneração do IPI reservará ao setor 1,7% do PIB (Produto Interno Bruto).
Continua depois da publicidade
Melvyn Dadiv Fox, presidente da Abramat, ainda não está satisfeito. Ele pretende convencer o governo estadual a reduzir também o ICMS (Imposto sobre circulação de Mercadorias e Sérvios).