Redução de preços é animadora, mas alimentos devem continuar subindo

A afirmação é do coordenador do IPC, Márcio Nakane; para ele, alimentos devem continuar subindo, mas em ritmo menor

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SÃO PAULO – De acordo com o economista e coordenador do IPC (Índice de Preços ao Consumidor), Márcio Nakane, os recuos das taxas de variação dos preços dos alimentos é animador.

Em entrevista à Rádio Nacional, Nakane disse acreditar que o processo de recuo deve continuar até o fechamento de junho, devendo a taxa ficar perto de 0,95%. O grupo alimentos deve fechar com alta de 2,9%, uma redução de 0,3 pp na comparação com o mês anterior (3,2%). Entretanto, para ele, apesar da queda, o preço dos alimentos deve continuar subindo, mas num ritmo menor.

Baixa renda

Segundo Nakane, o aumento dos preços dos alimentos “está afetando significativamente os consumidores de baixa renda, que se sentem desconfortáveis porque essa é a maior de suas despesas”, diz.

Segundo o relatório da FAO (Fundo Internacional das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação), na maioria dos países menos desenvolvidos o gasto com alimentos pode chegar a 60%, 80% da renda do consumidor.

Nos países mais ricos, este valor fica entre 10% e 20%.