Recall de brinquedos não prejudicará vendas no Natal, mas preços podem diminuir

Segundo analista, brinquedo é presente insubstituível em algumas idades; marcas podem perder mercado e diminuir preços

Por  Flávia Furlan Nunes -

SÃO PAULO – Em agosto, a Mattel anunciou recall de mais de 850 mil brinquedos. Em setembro, foi a vez da Sony recolher cerca de 58 mil deles. Semana passada, a Long Jump anunciou necessidade de troca de produtos da linha Brindeez. O recall da Guliver envolveu mais de 49 mil itens.

De acordo com o diretor geral da empresa de análises de marcas BrandAnalytics, Eduardo Tomiya, o brinquedo é um produto importante para a época de Natal, porque em algumas idades é difícil achar substituto.

“Por isso, os recalls não terão impacto nas vendas de final de ano da categoria”, afirmou.

Preços podem diminuir

A categoria pode não ser afetada, mas as empresas que anunciaram recall, sim. “O consumidor é bastante conservador em momentos de crise, e pode deixar de comprar de uma marca que anunciou recall”, afirmou.

Como ela acaba perdendo em espaço no mercado, será obrigada a rever seus preços para ganhar em competitividade.

“Num primeiro momento, a empresa sente a queda de vendas com a troca de marcas do consumidor e somente num segundo momento a empresa diminui o preço”, disse.

Consumidores não respondem aos recalls

Sempre que um produto apresenta algum defeito ou irregularidade, o que pode causar prejuízos à saúde e ao bolso dos consumidores, as empresas anunciam recalls para troca.

No entanto, a maioria das pessoas ignora esses chamados. Nos dois realizados pela Mattel, por exemplo, apenas 14.200 produtos haviam sido encaminhados pelos consumidores em dois meses, dos mais de 857 mil convocados.

Já no caso do recall da Gulliver, envolvendo mais de 49 mil itens, apenas 3.080 brinquedos foram trocados em todo o Brasil.

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Dicas para a escolha

De maneira geral, a escolha de um brinquedo deve levar em consideração os gostos, interesses, habilidades e limitações da faixa etária da criança. Além disso, é fundamental verificar as informações de origem, composição e garantia.

O consumidor ainda deve conferir a identificação do fabricante (nome, CGC e endereço), o prazo de validade e se as informações estão escritas de forma clara, e em português.

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