Real forte não se traduz em queda de preços, revela MBE

De acordo com estudo, que analisou uma cesta com sete produtos importados, no Brasil, os preços são, em média, 30% mais caros

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SÃO PAULO – Ter uma moeda valorizada não significa pagar menos por produtos importados, segundo revela levantamento realizado pelo MBE (Movimento Brasil Eficiente).

De acordo com o estudo, que analisou uma cesta com 26 produtos – contendo, entre eles, automóvel, eletrônicos, produtos de higiene, vestuário e alimentos – no Brasil, em comparação com países como Estados Unidos, França, Reino Unido, Austrália, África do Sul e China, os preços são, em média, 30% mais caros.

Quando se trata de produtos de maior valor agregado ou de eletroeletrônicos, por exemplo, esta diferença é ainda maior, variando mais de 100%, no caso do Xbox 360 4GB + Kinect; de 48% a 80% no Ipod Nano 16 GB; e de 76% a 113% no Hyndai Santa Fe.

O estudo considerou o dólar cotado a R$ 2; R$ 1,85 e R$ 1,60.

Tributos
Na avaliação do coordenador do MBE, Paulo Rabello de Castro, os impostos são os responsáveis pelos altos preços pagos pelos brasileiros, mesmo quando o câmbio está favorável.

Entretanto, na opinião dele, a solução do problema não está na extinção dos tributos, mas sim na simplificação do sistema tributário. “É preciso racionalizar a cobrança de impostos no país”, argumenta.