Reajuste e conversão do telefone fazem conta subir 1,65%

Em seis das sete capitais analisadas, apenas no Rio a tendência é de desaceleração, passando de 3,03% para 2,64%

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SÃO PAULO – O reajuste da assinatura do telefone, assim como a conversão da cobrança de pulso para minuto, ganha peso no orçamento das famílias. O Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S), da Fundação Getúlio Vargas, mostrou que, no período de 30 dias encerrado na primeira semana de agosto, a aceleração de preço para o item era de 1,40% – total que foi de 1,65% no levantamento feito na segunda semana.

Em seis das sete capitais analisadas para o estudo, apenas no Rio de Janeiro a tendência é de desaceleração, passando de 3,03% para 2,64% no mesmo intervalo de tempo. “Isso ocorre porque as modificações no sistema foram empregadas um mês antes no Estado”, explicou o coordenador da pesquisa, André Braz. “As contas já estão mais caras por lá”, adicionou, detalhando que exatamente por isso a valorização do serviço é verificada de forma menos acentuada.

Por capital

A maior alta nos preços é verificada em Brasília, com 3,49% no acumulado da segunda semana. Moradores de Salvador, por outro lado, são aqueles que sentem menos o impacto das modificações (0,5%). “O ritmo deve ser de alta – exceto para o Rio – até o final de agosto. Depois disso, quando as modificações já tiverem sido absorvidas, a tendência é que a variação fique nula”, previu o economista.

Na tabela abaixo, é possível ver o comportamento dos preços nas sete capitais pesquisadas. A conversão foi iniciada no primeiro semestre para grande parte do País, enquanto que o reajuste tarifário foi autorizado pela Agência Nacional de Telecomunicações meados do mesmo mês.

Encarecimento da conta de telefone
Capital 1ª semana
de agosto
2ª semana
de agosto
Salvador 0,46% 0,50%
Brasília 1,94% 3,49%
Belo Horizonte 0,83% 1,39%
Recife 0,62% 0,82%
Porto Alegre 1,74% 2,95%
São Paulo 0,79% 1,38%
Rio de Janeiro 3,03% 2,64%

Fonte: IPC-S/FGV

Apenas pela conversão

A FGV estima que apenas a conversão para minuto fará com a conta fique, na média, até 4,1% mais cara, conforme preços relativos e tempo de utilização na antiga e, agora, na nova modalidade.