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Reajuste dos planos de saúde será de 6%, prevê Austin

O novo rol de procedimentos da ANS não deve causar impactos no bolso do consumidor em 2008. Empresa prevê reflexo a partir do ano que vem

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SÃO PAULO – O reajuste nos preços dos convênios médicos deve ficar, neste ano, em linha com os 5,76% aplicados no ano passado. A previsão, divulgada nesta quarta-feira (20), é da empresa de análise de risco Austin Rating. A percentagem veio em linha com previsões da ANS (Agência Nacional de Saúde).

A Abramge (Associação Brasileira de Medicina de Grupo) espera que o teto de encarecimento seja maior, em 10%, por conta do novo rol de procedimentos obrigatórios das seguradoras. A partir de abril, serão cem novos atendimentos que os planos de saúde terão de garantir a seus clientes.

Impactos em 2009

Contudo, tanto a ANS quanto a Austin estimam que as modificações na cobertura dos convênios médicos causem reflexo nos reajustes de 2009. “Pode haver repasse ao consumidor”, citou análise da classificadora de risco.

A agência, por sua vez, espera que, apesar dessa possibilidade, haja um equilíbrio e o reflexo fique praticamente nulo: se, por um lado, uma demanda reprimida deve ter espaço para crescer em determinados serviços – como atendimento terapêutico, nutricional, etc, por outro, a implantação de medidas preventivas de atendimento interdisciplinar podem reduzir a necessidade de atendimento, consultas e internações.

Referência na cobertura

O rol é a referência de cobertura mínima obrigatória para cada segmentação de planos de saúde (ambulatorial, hospitalar, com ou sem obstetrícia, e plano referência) contratada pelo consumidor. Entre as novidades deste ano, estão a cobertura a atendimentos de terapia ocupacional, fonoaudiologia, nutrição e psicoterapia. Veja as demais:

Após a revisão, a versão 2008 do Rol passou a conter 2.894 procedimentos, em vez dos 3.015 da versão vigente.

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Variações

O anúncio do teto de realinhamento dos planos de saúde é divulgado em meados do ano. A alíquota a ser definida será empregada apenas aos planos individuais novos, que representam 15% da carteira total de clientes. O restante corresponde a contratos antigos (anteriores a 1999) e a coletivos. No total, são cerca de 40 milhões de beneficiários.

Em 2007, o mês escolhido para o anúncio foi junho. Apesar de relativamente abaixo das expectativas apontadas por especialistas, a percentagem foi tida como alta, tendo em vista que a inflação dos 12 meses anteriores havia sido de 2,58%.

Conforme a agência, o aumento de 2007 foi o menor dos últimos seis anos: em 2000, foi de 5,42%, seguido por 8,71% (2001), 7,69% (2002), 9,27% (2003), 11,75% (2004), 11,69% (2005) e 8,89% (2006).