Radar: OGX dá sequência às perdas e Moody’s rebaixa nota de 8 bancos brasileiros

Embrapar se manifesta sobre oferta de ações; Equatorial quer comprar Celpa e Bradesco pode estar negociando compra do BMG

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SÃO PAULO – Em mais um dia de forte queda das ações da OGX (OGXP3), o Ibovespa operava por volta de 13h20 (horário de Brasília) em queda de 0,40% no pregão desta quinta-feira (28). O mercado segue atento nesta sessão ao primeiro dia da reunião de cúpula da União Europeia, mas sem expectativas de consenso para conter a crise. Ao mesmo tempo, dados econômicos ruins na agenda norte americana contribuem para o cenário negativo no principal benchmark brasileiro.

Na agenda norte-americana, a terceira prévia do PIB (Produto Interno Bruto)  apontou que a economia norte-americana avançou 1,9% no primeiro trimestre de 2012, em linha com as projeções dos analistas. Já o mercado de trabalho dos Estados Unidos mostrou que os pedidos de auxílio-desemprego vieram piores do que as expectativas dos analistas.

Por aqui, o Banco Central ainda divulgou o Relatório de Inflação, revisando o crescimento brasileiro de 3,5% para 2,5%, mais próximo das recentes projeções do mercado.

OGX dá sequência às perdas
Entre os principais destaques no setor corporativo, após perder um quarto de valor de mercado na véspera, as ações da OGX Pétroleo (OGXP3) registram forte desvalorização de 7,04% no pregão, negociadas aos R$ 5,81. No último pregão, a empresa também se destacou pelo forte volume: R$ 1,15 bilhão, o mais alto de toda a bolsa e cerca de três vezes superior à sua média diária, em um momento no qual diversos analistas de bancos estrangerios teceram duras críticas à empresa.

Outras empresas do grupo seguem em setidos opostos. Enquanto a MMX (MMXM3)  registra alta de 1,33% (R$ 6,11), os ativos da LLX (LLXL3, R$ 2,18, -2,24%) seguem no vermelho.

Enquanto isso, a CCX…
A CCX Carvão (CCXC3, R$ 4,49, -3,65%), por sua vez, pediu à ANI (Agencia Nacional de Infraestrutura) – orgão regulador colombiano – uma concessão de 30 anos para construir um porto no departamento de La Guajira, em Dibulla. A agência deve fazer a avaliação jurídica, técnica e financeira do projeto. 

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Esse é a fase final de concessão, após a CCX já ter iniciado o processo formal, ao declar sua intenção de construir o porto e publicar a informação em jornais de circulação nacional na Colômbia. Por esse porto, a companhia pretende exportar 35 milhões de toneladas de carvão anualmente.

Moody’s rebaixa nota de oito bancos brasileiros
Destaque ainda para o setor financeiro, após a Moody’s rebaixar a nota de oito banco brasileiros de um a três níveis. Foram reduzidos à nota soberana do país (Baa2 pelo ranking da agência) o Banco do Brasil (BBSA3, R$ 18,89, +0,48%), Safra, Santander Brasil (SANB11,R$ 15,21, -1,23%), e HSBC Bank Brasil.

Três bancos ficaram um grau acima da nota soberana, por possuírem atributos que poderiam ajudar a mitigar os riscos: Bradesco (BBDC4, R$ 29,49, -0,27%), Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 27,27, -0,87%) e Itaú BBA. Por fim, o Banco Votorantim teve o rating reduzido para um degrau abaixo da soberana, refletindo a “fraca performance financeira, inclusive a debilidade na qualidade dos ativos e na lucratividade”, de acordo com a Moody’s.

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BB é o banco mais forte do mundo, diz Weiss Ratings
Por outro lado, o Banco do Brasil foi considerado a instituição financeira mais forte do mundo, de acordo com raking global da agência de notação financeira norte-americana, Weiss Ratings. A nota do banco brasileiro é B+, o que indica uma boa segurança financeira e que ele tem recursos suficientes para lidar com uma série de condições econômicas adversas. Em geral, o estudo mostra que a América Latina acolhe os bancos com maior força financeira do globo, enquanto Europa, Ásia e Estados Unidos dominam o ranking dos mais fracos.

Bradesco pode estar em processo de compra do BMG
Ainda no setor financeiro, correm rumores de que o Bradesco pode estar em processo de aquisição do banco BMG. A informação foi publicada pela no blog da colunista Sonia Racy, do jornal O Estado de S. Paulo.

Vale dobrará produção de minério em Carajás
Com o projeto S11D, a Vale (VALE3, R$ 39,11, -1,46%; VALE5, R$ 38,34, -1,29%) pretende aumentar em 109,7% a produção de minério de ferro na região de Carajás até 2017, chegando a quantia de 230 milhões de toneladas – contra 109,8 milhões de toneladas do ano passado. A projeção foi feita pelo presidente-executivo da mineradora, Murilo Ferreira, durante teleconferência.

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O projeto, que conquistou licença ambiental na última terça-feira (26), é considerado o maior investimento de uma empresa privada no Brasil. Ele contribuirá, ainda, para a redução em 5% nas emissões de gases do efeito estufa projetadas para 2020. 

Equatorial quer comprar Celpa
No setor de energia, a Equatorial Energia (EQTL3, R$ 15,20, +2,22%) apresento  proposta para a aquisição do controle da Centrais Elétricas do Pará, a Celpa (CPLE6, R$ 43,79, -0,07%) , que atualmente está em recuperação judicial.

“A consumação da potencial aquisição está sujeita a condições precedentes habituais indicadas na referida proposta, incluindo, entre outras, a conclusão satisfatória do processo de due diligence, a obtenção de todas as aprovações regulatórias e societárias, bem como a aprovação, pelos credores, de um plano de recuperação judicial em termos e condições aceitáveis para a Equatorial”, informou o documento. 

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Camargo Corrêa vende participações na Torre Matarazzo
Ainda na véspera, a Camargo Corrêa (CCIM3, R$ 5,34, 0,00%), em conjunto com sua sócia Cyrela Commercial Properties, realizou a venda de suas participações na Torre Matarazzo ao fundo de pensão Previ por R$ 144,86 milhões. O projeto, situado na Avenida Paulista, possui 22.052,26 metros quadrados de área privativa, além do Shopping Cidade de São Paulo, com 17.500 metros quadrados de área bruta locável.

Pacote do governo impulsiona Marcopolo e Randon
Após o pacote de medidas do Governo, anunciado pelo ministro Guido Mantega, as ações das grandes empresas do setor da indústria de autopeças disparam na bolsa de valores na véspera. O desempenho positivo permanece nesta sessão com os ativos de Marcoplo (POMO4, R$ 8,88, +2,90%) e da Randon (RAPT4, R$ 9,14, +1,67%) seguindo no campo postivo. Para um analista que não quis se identificar, o movimento se dá pela possibilidade de captação dessas empresas com o novo plano. “Randon e Marcopolo devem conseguir captar boa parte dos investimentos anunciados”, disse o especialista.

Suzano emitirá R$ 1,428 bilhão em ações
Além disso  a Suzano Papel e Celulose (SUZB5, R$ 3,90, -4,18%) fará uma emissão primária de 99.671.472 ações ordinárias, 197.977.119 papéis preferenciais classe A e 12.267 classe B, totalizando R$ 1,428 bilhão. Cada ativo terá o valor de R$ 4. Os bancos que coordenarão as emissões serão o Banco BTG Pactual, J.P. Morgan, BB Investimento, Bradesco BBI e Itaú BBA.

Embratel se manifesta sobre OPA
Por fim, a Embratel Participações (Embrapar – EBTP4, R$ 8,99, 0,00%) informou em comunicado que se reserva o direito de manifestar-se sobre a desistência da oferta pública para cancelamento de registro de companhia aberta da NET, caso se delibere em assembléia especial, no dia 17 de julho, pela contratação de nova avaliação do valor das ações da companhia de TV por assinatura.

A reavaliação do valor das ações da NET foi pedido por acionistas que detêm 35,2% das ações da companhia em circulação no mercado, em resposta ao valor definido pela controladora Embratel Participações de R$ 26,64 para aquisição de todas as ações, independente da classe.