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Radar: Minerva e JBS caem; Equatorial sobe em dia de precificação de ação

Banco do Brasil pagará mais de R$ 840 milhões aos acionistas;em mínimas históricas, controladores da Plascar recompram ações

SÃO PAULO – O Ibovespa operava às 13h17 (horário de Brasília) em alta de 1,36% nesta sexta-feira (7), com o mercado mostrando otimismo com o relatório de emprego nos EUA, que veio muito melhor que o esperado pelo mercado. 

Por aqui, o destaque fica por conta do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que mostrou inflação de 0,60% em novembro, acima das expectativas de 0,50% do mercado.

Na Europa, o noticiário também não é positivo. A Alemanha volta a dar sinais de fragilidade, após o Bundesbank – banco central alemão – reduzir sua projeção de alta do PIB (Produto Interno Bruto).

Suspeita de mal da vaca louca no derruba ações de Minerva e JBS
No setor corporativo, as ações de empresas do setor frigorífico sofrem no pregão sob suspeitas de um caso de mal da vaca louca no Paraná. Os papéis do JBS (JBSS3, R$ 5,53, -1,25%) e do Minerva (BEEF3, R$ 10,84, -1,36%) contrariam a trajetória de alta do Ibovespa e operam no campo negativo. 

Citando uma fonte que não quis se identificar, o Valor Econômico publicou nesta manhã que análises conduzidas pelo Ministério da Agricultura identificaram em uma vaca no Paraná uma forma de proteína que costuma aparecer em casos de mal de vaca louca.

Em movimento atípico, Equatorial é destaque de alta
No sentido oposto, chama a atenção nesta sessão o desempenho positivo dos papéis da Equatorial Energia (EQTL3, R$ 17,73, +5,54%). Vale mencionar que a companhia precificará nesta sexta-feira sua oferta subsequente de ações, numa operação que pode ter giro financeiro de até R$ 1,7 bilhão, com parte relevante disso reforçando o caixa da companhia.

Os papéis mostram um movimento atípico, considerando que geralmente os investidores tentam derrubar as ações na Bovespa com o intuito de deixar o preço da oferta mais baixo – tendo em vista que a precificação é feita em cima da média das cotações do ativo na bolsa.

Em mínimas históricas, controladores da Plascar recompram ações
Além disso, o Conselho de Administração e a diretoria da Plascar (PLAS3, R$ 10,48, +2,04%) aumentaram participação na empresa, após as ações da companhia serem negociadas nas mínimas históricas.

Em novembro, a diretoria da empresa elevou sua participação em 40 mil ações, que saiu de 1.210.109 ações para 1.250.109 papéis. As operações foram realizadas nos dias 22 e 29, num total de cinco compras, com cotações que oscilaram de R$ 0,68 a R$ 0,80.

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Banco do Brasil pagará mais de R$ 840 milhões aos acionistas
No setor financeiro, o conselho diretor do Banco do Brasil (BBAS3, R$ 22,80, +1,97%)  aprovou em 27 de novembro a distribuição de R$ 845.531.808,13, como remuneração aos acionistas na forma de juros sobre capital próprio referente ao 4º trimestre. O valor por ação será de R$ 0,29717656643, a ser pago em 28 de dezembro com base na posição acionária de 12 de dezembro.

Santander confirma demissão de cerca de mil funcionários
No mesmo setor, o Santander Brasil (SANB11, R$ 14,61, +1,04%) confirmou na quinta-feira em nota a demissão de cerca de mil funcionários como parte de uma reestruturação organizacional do banco.

Também na véspera, o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (capital e região metropolitana de São Paulo) acatou na véspera a liminar ingressada pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e determinou que o Banco Santander suspenda todas as demissões sem justa causa feitas nesta semana.

Petrobras terá apoio do BNDES em financiamento
Além disso, a Petrobras (PETR3; R$ 19,27, +1,21%;  PETR4, R$ 18,98, +1,50%) tem trabalhado junto com o governo para a criação de APLs (Arranjos Produtivos Locais), que agora terá participação do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) nos financiamentos do projeto, diz reportagem do Valor Econômico. 

A companhia definiu cinco projetos-piloto ligados à indústria de petróleo e gás, em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Sul. 

Wilson Sons adia aquisição da totalidade do capital da Bric Brazilian
Já a Wilson Sons (WSON11, R$ 29,50, -1,67%) anunciou, em complemento ao comunicado divulgado no início de outubro, que assinou, através de sua subsidiária Brasco Logística, um aditivo ao contrato de aquisição da totalidade das quotas representativas do capital da Bric Brazilian Intermodal Complex, prorrogando o prazo limite para concorrência da data de fechamento da aquisição.

Vale pode vender controle de braço de logística, diz agência
A Vale (VALE3; R$ 37,7, +1,40%VALE5, R$ 37,02, +1,18%) já admite vender o controle da sua empresa de logística, a Vale Logística Integrada (VLI). A informação veio do presidente da mineradora, Murilo Ferreira, citado pela Agência Estado. 

O plano inicial era vender apenas uma fatia de cerca de 30% da subsidiária. Entretanto, Ferreira afirmou que já está trabalhando com a possibilidade de ter 50% do capital e os outros 50%, ou até mais, com potenciais investidores, tal o interesse pela participação nesse sistema logístico.

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Vale está perdendo dinheiro com restrições da China a navios
Ainda sobre a mineradora, a Vale está perdendo US$ 2 ou US$ 3 por tonelada de minério de ferro com as restrições da China aos navios gigantes de transporte da commodity, os chamados Valemax, disse na quinta-feira um executivo da empresa.

Gol renegocia limite de alavancagem com bancos
No setor aéreo, pelo segundo ano consecutivo, a Gol (GOLL4, R$ 10,49, +3,05%)  pediu perdão (“waiver”, no jargão do mercado) ao Banco do Brasil (BBAS3, 22,80, +1,97%)  e ao Bradesco (BBDC4, R$ 35,43, +0,91%)  por extrapolar limite de alavancagem contratual de duas emissões de debêntures privadas, que juntas totalizam R$ 1,1 bilhão, afirma matéria publicada pelo Valor Econômico.

Cesp pretende reduzir custos em 50% até 2015
Enquanto isso, a companhia paulista de energia Cesp (CESP6, R$ 19,57, +0,88%)  quer reduzir seus custos em 50% até 2015, como resultado da não renovação das concessões das usinas hidrelétricas Jupiá, Ilha Solteira e Três Irmãos, afirmou o presidente da empresa, Mauro Arce, na quinta-feira, em reunião com investidores e analistas.

EDP fecha acordo com Ampla para pôr fim em disputa judicial por contratos
Por sua vez, a Energias do Brasil (ENBR3, R$ 12,24, +0,33%)  comunicouque sua subsidiária EDP Comercialização e Serviços de Energia fechou acordo com a Ampla Energia e Serviços para pôr fim à disputa judicial entre as partes.

De acordo com comunicado enviado à CVM (Comissão de Valores Imobiliários), a disputa era referente à manutenção do contrato de comercialização de energia celebrado entre as partes em 26 de junho de 2002 até o ano de 2022.

Arsesp discute proposta de revisão tarifária da Sabesp nesta tarde
Vale mencionar ainda que será discutido em audiência nesta sexta-feira (7) pela Arsesp (Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo) a proposta preliminar de revisão tarifária da Sabesp (SBSP3, R$ 84,69, +0,22%).

De acordo com a equipe de análise da XP Investimentos, a concessionária deverá manifestar no encontro, que acontece das 15h00 às 18h00 (horário de Brasília), no auditório da Secretaria de Desenvolvimento Social, em São Paulo (SP), suas opiniões detalhadas sobre a proposta.