Radar: Eike derruba ação da Time For Fun e Vale descarta conflito com BTG

Bancos e siderúrgicas levam Ibovespa a amargar fortes perdas; no embalo do corte de juro dos cartões, ações da Cielo também desabam

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SÃO PAULO – Na contramão das bolsas internacionais, o Ibovespa amarga perdas de 1,82% aos 60.783 pontos às 14h33 (horário de Brasília) desta terça-feira (25), pressionado principalmente pelas ações do setor de siderurgia e bancos. 

Quem volta a preocupar o mercado é a Grécia, em meio a dificuldades do país conseguir cortes de gastos de € 11,9 bilhões e rumores de que o buraco pode ser ainda maior. Nessa manhã, surgiram rumores de que o país poderá pedir ao BCE (Banco Central Europeu) a extensão do vencimento dos títulos públicos detidos pela autoridade monetária. Já os dois anos adicionais no programa de resgate custarão até € 15 bilhões à Grécia, disse o ministro de Finanças do país, Yannis Stournaras, à Reuters.

Siderúrgicas e bancos estremecem bolsa
Depois das fortíssimas altas no mês, chegando a superar 30%, os investidores da CSN (CSNA3, -6,84%, R$ 11,85) e da Usiminas (USIM3, -7,42%, R$ 12,22; USIM5, –7,42%, R$ 10,35) aproveitam um fluxo ruim de notícias no mercado para realizar parte dos ganhos recentes. 

No caso da CSN (CSNA3), ainda pesa o fato de que a empresa prepara uma oferta pelos ativos da CSA (Companhia Siderúrgica do Atlântico), colocada à venda pela ThyssenKrupp em maio, de acordo com matéria publicada pelo Valor economico.

Já os papéis dos bancos também caminham em terreno negativo, depois do Bradesco (BBCD4, -6,44%, R$ 33,11) dar largada no corte dos juros dos cartões de crédito entre as instituições privadas, deixando caminho aberto para Santander (SANB11, -3,97%, R$ 15,72) e HSBC, que já anunciaram que pretendem reduzir o encargo. Na cola, operam os papéis da Itaúsa, Itaú Unibanco e Banco do Brasil, com perdas de 5,77%, 5,45% e 3,44%, respectivamente.

Quem pegou carona na queda foram as ações da Cielo (CIEL3, -4,21%, R$ 55,03), indo na contramão do projeção dos analistas de que ação poderia voar ainda mais alto depois da OPA (Oferta Pública de Aquisição) da Redecard. 

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Eike derruba Time For Fun
Depois da IMX, uma das empresas de Eike Batista, anunciar que fechou parceria com o Cirque du Soleil, as ações da Time For Fun (SHOW3) despencam 17,02% nesse pregão, sendo cotadas a R$ 13,94.

Com isso, a empresa passa a deter os direitos exclusivos de promover todos os espetáculos do Cirque du Soleil na América do Sul. Vale lembrar que a Time for Fun vem promovendo os espetáculos do grupo canadense na região, o que contribui para o seu resultado, e já havia comunicado a venda do espetáculo Corteo no quarto trimestre com estreia prevista no início do ano que vem.  

Ampliação do Minha Casa, Minha Vida faz MRV liderar alta
Com a possível ampliação do programa do governo Minha Casa, Minha Vida para a classe média, as ações da MRV Engenharia (MRVE3) lideram os ganhos do Ibovespa neste pregão, com forte alta de 5,08%, aos R$ 12,62.

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Outro papel que também chegou a registrar fortes ganhos nesse pregão foi o da Viver (VIVR3), que chegou a subir 8,05%, mas amenizou o movimento e opera com valorização de 0,81% aos R$ 1,25.

Vale descarta se envolver em conflito entre BSGR, BTG e Agnelli
Entre as notícias em destaque no setor corporativo, a Vale (VALE3, -2,14%, R$ 37,07; VALE5, -1,98%, R$ 36,11) descartou na véspera se envolver em potencial conflito entre o grupo BSG Resources, sócio da mineradora no projeto africano de Simandou, na Guiné, e o BTG Pactual (BBTG11, -0,58%, R$ 32,71) e seu sócio na B&A Mineração, o empresário Roger Agnelli, ex-CEO (Chief Executive Officer) da companhia.

OGX Maranhão obtém licença para produzir gás natural
A OGX Maranhão – empresa formada pela OGX Petróleo (OGXP3, -1,96%, R$ 6,50) e MPX Energia (MPXE3, -1,53%, R$ 10,91) -, obteve licença de operação para início da produção e escoamento de gás natural nos campos Gavião Real e Gavião Azul, localizados na Bacia do Parnaíba, no nordeste do Brasil. A licença teme emissão da SEMA (Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais) do Maranhão, informaram as companhias em comunicado enviado ao mercado na segunda-feira.

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Petrobras faz emissão em euro e libra
Por fim, a Petrobras (PETR3, -0,34%, R$ 23,63; PETR4, -0,39%, R$ 22,87) precificou duas emissões de bônus em euros e uma em libras na última segunda-feira, levantando o equivalente a cerca de US$ 3,3 bilhões. Com as operações, o total captado pela petroleira em bônus no exterior em 2012 supera os US$ 10 bilhões, depois das três tranches em moeda norte-americana de fevereiro totalizando US$ 7 bilhões.