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SÃO PAULO – A semana relativamente morna nos mercados por conta dos feriados que tivemos no Brasil e nos Estados Unidos parece ter colaborado para melhorar o humor dos investidores, garantindo que o Ibovespa tivesse sua maior alta semanal desde setembro. Já nesta semana as coisas podem voltar a ficar mais difíceis para o mercado, sobretudo por conta de importantes eventos econômicos que teremos nas próximas sessões.
Por aqui, a agenda trará a última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) e o resultado do PIB (Produto Interno Bruto) do 3º trimestre, previstos para quarta e sexta-feira, respectivamente. Na Europa, os ministros de Finanças da zona do euro se reúnem em Bruxelas pela 3ª vez neste mês para discutir o que será feito com a Grécia. Já nos EUA, os temores sobre o desenrolar do abismo fiscal se juntam com uma rodada movimentada na pauta de indicadores, com destaque especial para a 2ª prévia do PIB, que sairá na manhã de quinta-feira.
Amil e UHG: laudo de avaliação joga preço da empresa para baixo
Por aqui, o noticiário corporativo mostra-se pouco movimentado nesta segunda, com as principais referências tendo chegado apenas no final da semana passada. Na noite da última sexta-feira (23), a Amil (AMIL3) divulgou o laudo de avaliação para a OPA (Oferta Pública de Aquisição) que a UnitedHealth anunciou em outubro para fechar o capital da companhia brasileira. O valor ficou entre R$ 25,84 e R$ 27,07, bem abaixo do preço inicial oferecido pela UHG, de R$ 30,75, e bem abaixo do fechamento da ação na sexta-feira, de R$ 30,77 – o que configura um diferença negativa entre 12,0% e 16,0%.
O Goldman Sachs, banco responsável pelo laudo de avaliação, utilizou em sua metodologia o fluxo de caixa descontado baseado em um custo médio ponderado de capital nominal em reais de 12,4% e taxa de crescimento nominal em reais na perpetuidade entre 3,5% e 4%. O preço médio das ações da Amil foi ponderado pelo volume diário negociado na Bovespa entre os 12 meses anteriores ao anúncio da operação em 8 de outubro de 2012 – período entre 5 de outubro de 2011 e 5 de outubro de 2012.
Vale mencionar que as ações AMIL3 tiveram o maior volume financeiro da Bovespa na sexta-feira, movimentando R$ 475 milhões – a média dos últimos 21 pregões, de R$ 116 milhões.
Bovespa: 30 minutos a mais de pregão a partir da semana que vem
Com o intuito de amenizar o “delay” causado entre a diferença de horários de negociação nas bolsas do Brasil e dos EUA, a BM&FBovespa anunciou na sexta passada que o pregão regular terá 30 minutos a mais de negociação a partir do dia 3 de dezembro, passando a operar das 10h00 (horário de Brasília) até as 17h30.
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Com a extensão, o call de fechamento deverá ocorrer entre 17h25 e 17h30. O after-market funcionará das 18h00 até as 19h30. A pré-abertura será de cinco minutos, das 18h00 até as 18h05. Vale mencionar que, devido aos ajustes por conta do horário de verão por aqui e nos EUA, as bolsas norte-americanas estão abrindo às 12h30 e encerrando às 19h, ambos horário de Brasília.
OGX nega venda de fatia na bacia de Campos
Também na noite de sexta, a OGX Petróleo (OGXP3) negou via comunicado os rumores de que estaria negociando a venda de 25% da participação da companhia nos ativos da bacia de Campos. Os rumores teriam se iniciado nesta quinta com a publicação da revista Exame. A companhia informou que optou por não se pronunciar à Exame sobre o assunto por ser de sua política “não comentar rumores de mercado sobre os negócios da empresa”.
Petro pode tomar financiamento de US$ 1 bilhão
Ainda no setor de petróleo e gás, a Petrobras (PETR3; PETR4) assinou na sexta um Memorando de Entendimentos que permitirá à estatal brasileira tomar financiamentos de até US$ 1 bilhão de junto à instituição que atua como agência oficial de crédito à exportação do governo dos Países Baixos (Atradius).
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A petrolífera informou que o memorando se enquadra entre as diversas estratégias da companhia para financiamento dos projetos previstos no Plano de Negócios e Gestão 2012-2016, que prevê investimentos de US$ 236,5 bilhões no período.
Bradesco vende restante da participação da Serasa
O Bradesco (BBDC4) no final da semana passada a venda do restante da sua participação na Serasa para a Experian Brasil. Segundo comunicado enviado na sexta, o banco vendeu as últimas 308,6 mil ações de emissão da Serasa, resultando em um lucro bruto de R$ 793,3 milhões, comunicou o segundo maior banco privado do país.
A operação já havia sido sinalizada há um mês pelo banco, mas na época havia sido estimado um lucro de R$ 786 milhões, inferior ao conferido neste data. O Bradesco contou com a assessoria financeira do Banco Bradesco BBI. Nessa sessão, as ações BBDC4 fecharam com alta de 1,15% aos R$ 34,95.
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Abílio Diniz vai a Paris de “penetra”
Já o empresário Abílio Diniz decolou na noite de domingo para Paris para participar da reunião de planejamento estratégico da diretoria do grupo Pão de Açúcar (PCAR4) com o Casino, seu acionista controlador. A informação é do colunista da Veja, Lauro Jardim.
A reunião será realizada nesta segunda-feira (26), às 15 horas de Paris. Segundo Jardim, Abílio não foi convidado oficialmente para o encontro. Se o empresário de fato comparecer, poderá ter seu primeiro encontro com o presidente do Casino, Jean-Charles Naouri, desde o dia 25 de julho, quando ambos se reuniram acompanhados de seus respectivos advogados, Marcelo Ferro e Marcelo Trindade.
BGF investirá R$ 3,4 bilhões no Brasil
Os R$ 3,4 bilhões arrecadados pela BG Group com a venda da participação acionária que a britância detinha na Comgás (CGAS5) para Cosan (CSAN3) serão totalmente reinvestidos no Brasil, segundo notícia publicada no jornal Valor Econômico nesta segunda-feira (26).
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A venda dos ativos faz parte da estratégia global da companhia de retirar investimentos nas áreas de transmissão e distribuição de gás e de geração elétrica. Em entrevista ao Valor, o presidente do conselho administrativo da BG, Andrew Gould afirmou que a meta é investir na exploração e produção de petróleo e gás, no Brasil e na Austrália.