Quais as melhores formas de gastar pouco ou de forma eficiente com cultura?

Maior problema não está nas opções, mas sim nos valores cobrados para cada mergulho cultural

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SÃO PAULO – Todo final de semana, a estudante do ensino médio Camila Souza, de 16 anos, busca aproveitar os dois dias de descanso que tem da escola para realizar uma maratona cultural pela cidade de São Paulo.

Na sexta-feira a noite, comportamento que já virou rotina, a estudante se debruça sob roteiros de shows, exposições e museus, além de buscar na internet os melhores horários para os filmes que planeja ver.

O maior problema de Camila, no entanto, não está nas opções – algo em São Paulo difícil de faltar -, mas sim nos valores cobrados para cada mergulho cultural da jovem.

“Como sou estudante ainda consigo pagar meia entrada. Mesmo assim os preços são salgados, especialmente os das peças de teatro e shows internacionais”, afirma a estudante.

Fã de “rock”, a jovem desembolsou mais de R$ 300 com ingressos e transporte, em apenas dois shows realizados no ano passado em São Paulo. “Comprar o CD de uma banda preferida já é caro, ir assisti-lá ao vivo, então, é mais doloroso no bolso ainda”, avalia a jovem.

Opções mais baratas
Realmente existem muitas opções gratuitas ou com custo menos oneroso em São Paulo. Fato é que, para o consumidor encontrar um bom programa, ele deve pesquisar em jornais ou na internet antes.

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“As peças internacionais, por exemplo, tem um apelo enorme na mídia, o que contribui para o alto valor cobrado pelo ingresso. Fora isso, existem os royalties que devem ser pagos”, explica o dono do Projeto Cultura e mestre em arqueologia pela USP (Universidade de São Paulo), Phelippe Takla.

“Por outro lado, outras produções menos luxuosas têm os preços mais acessíveis, o que faz com que o consumidor se divirta e pague bem menos do que o normal”, completa o especialista.

Takla cita ainda os shows musicais ao ar livre, que atraem um bom número de espectadores, realizados pela prefeitura ou por promoções da iniciativa privada. Ações como essa, afirma, são essenciais para a propagação da cultura no País.

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O que fazer?
Equilibrar o orçamento e se divertir com o melhor do roteiro cultural na cidade. Essa opção existe e, ao contrário do que muitos podem pensar, ela é de fácil acesso.

“Os fãs de uma boa leitura podem mergulhar no universo das grandes bibliotecas municipais ou visitar o acervo das grandes universidades do País. Alugar no lugar de comprar”, descreve Takla.

Quem achar que uma boa compra é indispensável, a cidade de São Paulo, no caso, dispõe de um gama enorme dos tradicionais sebos, onde os livros são, na maioria das vezes, encontrados em valores mais baratos do que nas lojas.

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O mesmo sistema pode ser empregado nos Museus. Universidade como a USP (Universidade de São Paulo) comporta inúmeros museus em seu campos, na zona oeste da cidade.

“As universidades, prefeituras e instituições privadas oferecem cursos gratuitos ou de menor preço para a população, basta ficar atento às oportunidades”, orienta Takla.

Segundo ele, o consumidor pode procurar cinemas em dias de promoção, centros culturais, shows em parques, peças em ambientes como o Sesc, por exemplo, entre outras opções.